Pois é, agora passo a bola para o meu filho, que será o pintinho amarelinho da vez. Mas olha, se alguém quiser se arriscar a mostrar o vídeo para alguma criancinha, fique à vontade. Depois conte o resultado, mas não me culpe.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Homenagem a Tatá
Pois é, agora passo a bola para o meu filho, que será o pintinho amarelinho da vez. Mas olha, se alguém quiser se arriscar a mostrar o vídeo para alguma criancinha, fique à vontade. Depois conte o resultado, mas não me culpe.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Nelly, querida Nelly
Existem pessoas que cruzam nosso destino de maneira surpreendente e definitiva tornando-se em nós, fundamentais. Conto:quinta-feira, 25 de março de 2010
Como formar leitores?
Sabemos que qualidade é fundamental na literatura e em toda e qualquer manifestação artística. No caso da literatura para jovens, qualidade implica ausência de didatismos, de ensinamentos, de lugares-comuns, de previsibilidade.
Faz parte ainda dessa qualidade levar o jovem leitor a refletir e a interpretar o mundo a sua volta. O escritor, como áugure, lê os sinais, mas é a competência com que os lê, interpreta, nomeia e estrutura através de um universo ficcional que define sua capacidade artística. Nisso consiste seu desafio.
Mas como fazer esse livro de qualidade ser desejado pelo estudante? Como tornar esse jovem um livrodependente? Acreditamos que o primeiro passo seja deixá-lo livre em suas escolhas. Aceitarmos sem ansiedade o seu gosto “duvidoso”, se esse for o caso, não nos arrepiarmos de pavor quando ele nos disser que sua leitura se limita a notícias sobre esportes nos jornais ou a manchetes funerárias. Aceitarmos sem julgar. Interessar-nos pelo que ele diz, deixando-o expressar seus sentimentos e idéias, tornando-nos seus parceiros e ouvintes. Abrir um canal de comunicação com esse aluno. Ir aos poucos mostrando a ele as obras que vemos como sendo de boa qualidade, não como donos da verdade e portadores de infalível gosto superior, mas com a humildade de quem demorou muito a chegar a esse estágio atual de vida e de leitura.
Tentarmos sinceramente colocar-nos no lugar dele, entendendo suas dificuldades, imaginando-nos com a idade dele, com um universo fragmentário de informações à volta, e muitas vezes sem condições de acesso ao livro, bombardeados pelas solicitações dos meios audiovisuais, a que se veio juntar recentemente a internet, atendidos (ou desatendidos) por um sistema educacional confuso, que em muitos aspectos reflete uma sociedade igualmente confusa. Sem falar no fato de que o jovem, dentro desse quadro, está ainda sem opinião formada sobre o mundo.
É natural que as escolhas dele não sejam as melhores. Contribuamos então com nossa paciência para que sejam provisórias, dividindo-nos com ele. Dessa forma o conquistaremos. Depois ofereçamos-lhe um livro atraente, sobre um tema que ele, jovem leitor, considere atraente, seja uma aventura espacial ou um livro de terror, de magia, de amor... não importa. O fundamental é a qualidade do texto oferecido.
Por essa qualidade, entenda-se a capacidade de levá-lo a observar e pensar o que antes não tinha percebido, a se emocionar, abrindo diante dele tantas possibilidades interpretativas, que se sinta provocado a descobrir novos sentidos.
Mas como os professores podem ser auxiliados nesse imenso desafio de formar leitores? Cremos que antes de tudo é preciso ouvi-los, mas mais que isso é preciso vê-los de perto, indo até a escola, observando suas dificuldades no dia-a-dia na sala de aula. Sem dúvida é uma tarefa hercúlea, mas não impossível. E continuar cada vez mais a oferecer-lhes bibliotecas, oficinas, cursos de reciclagem e, acima de tudo, livros.
Desse modo, acredito que possamos estar criando condições propícias para isolar e desenvolver o vírus EAL (eu amo ler), que uma vez inoculado contamina de forma irreversível.
terça-feira, 23 de março de 2010
Há futuro para a escrita?
No dia 5 de abril de 2010, segunda-feira, das 19h30 às 22h, no Memorial da América Latina - Biblioteca Latino-americana Victor Civita será lançado o livro A Escrita - Há futuro para a escrita? de Vilém Flusser. Na ocasião haverá a mesa-redonda "A ESCRITA DE FLUSSER", que contará com estudiosos como Gustavo Bernardo Krause (UERJ), Norval Baitello Jr. (PUC-SP), Pablo Gasparini (USP), Murilo Jardelino da Costa (UNINOVE – FASB).Fundação Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Portão 06
Metrô Barra - São Paulo - SP.
(11) 3823.4600 - http://www.memorial.sp.gov.br/
segunda-feira, 22 de março de 2010
Hoje é o dia mundial da água
Aconselho uma visita ao site da UNEP
sexta-feira, 19 de março de 2010
Revendo Kiriku
Lembro que quando fizemos a gravação do CD do livro Brasileirinho - História de Amor do Brasil ocorreu algo semelhante. O Papete, que fez toda a percussão, levou para o estúdio instrumentos fantásticos, produto de suas pesquisas.
Na imagem abaixo, um xalam, instrumento tradicional africano.

Para quem não se lembra, a sinopse do filme é a seguinte:
¨Na África Ocidental, nasce um menino minúsculo, cujo tamanho não alcança nem o joelho de um adulto, que tem um destino: enfrentar a poderosa e malvada feiticeira Karabá, que secou a fonte d'água da aldeia de Kiriku, engoliu todos os homens que foram enfrentá-la e ainda pegou todo o ouro que tinham. Para isso, Kiriku enfrenta muitos perigos e se aventura por lugares onde somente pessoas pequeninas poderiam entrar.¨
O filme é legendado.
quinta-feira, 18 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Já em casa!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Amigos no terremoto do Chile
ANA MARIA MACHADO
ESPECIAL PARA A FOLHA, EM SANTIAGO
Espanto e medo, as duas primeiras sensações. Ainda dormindo, sinto a cama balançar, deslizar e trepidar enquanto algo me sacudia como num pesadelo. Ao abrir os olhos, no escuro, sem entender o que estava acontecendo, de repente me ocorre que, se tudo esta tremendo assim, deve ser um terremoto. Entrava uma fresta de luz por baixo da porta, fui até lá e abri.
A essa altura, tudo já sacudia muito forte. Barulho de vidros quebrados e coisas caindo, estalos dentro das paredes. Do outro lado do corredor, Jorge Eslava, escritor peruano e companheiro do mesmo congresso, segura-se no umbral de sua porta, me chama pelo nome e me diz: "Este é dos fortes..."
Pergunto-lhe: "Que faço?" "Isso mesmo que estas fazendo. Fica aí. Assim que parar, descemos. Teu sapato está por perto? Se estiver, pega antes de descer para não se cortar se tiver vidro quebrado no chão."
Quando o tremor diminui, sigo as instruções e ainda pego um casaquinho que estava a mão. Pelas escadas vamos encontrando outros hóspedes descendo. Reboco caído pelo chão, teto de gesso despencado, papel de parede solto, quadros e abajures derrubados. No saguão do hotel, funcionários nos instruem a sair e esperar lá fora. Longe do prédio para não sermos atingidos por algo que despenque. Procuro os amigos no meio da pequena multidão.
Vejo Marisa enrolada no lençol. Ambas assustadas, nos abraçamos. Os outros vão chegando, igualmente com medo e querendo abraços. Beth, Lygia, Dolores, Yolanda, Sylvia, Daniel, Antonio, Sérgio, Tania, Susana, Angela. Conferimo-nos mutuamente. Muita confusão. A rua toda escura, só o gerador do hotel com suas luzes de emergência. Carros saem com faróis acesos dos estacionamentos subterrâneos, todos se afastam para deixar que escapem para longe. Pelo asfalto, veículos passam muito rápido.
Parece que todos os cachorros do mundo latem ao mesmo tempo. Sirenes de bombeiros, ambulâncias. Barulho de batidas de automóveis. Mais outra em seguida. E mais outra. Claro: todos fogem e os sinais não funcionam.
Ficamos ali em pé, em roupa de dormir. Um ou outro chegou a se vestir completamente antes de descer. Os funcionários do hotel servem água. A equipe de acolhimento do congresso nos acalma, conversa, dá instruções. Entre elas, daí a umas duas horas, nos dizem para entrar. Insistem. Aos que estão com medo, explicam: estão começando os assaltos. Vemos os bandos rondando. Entramos no saguão onde vamos ficar o dia inteiro, prontos para sair cada vez que começar novo tremor. São muitos, mas felizmente todos mais fracos.
Aos poucos, cada um enfrenta o medo, volta ao quarto, pega algumas coisas, muda a roupa, faz seu kit de sobrevivência que passa a carregar pra todo lado desde então -documentos, carteira, uma muda de roupa básica, telefones celulares, óculos.
Só o que se quer então é falar com a família, dar notícias. A comunicação é muito precária. Acesso intermitente a televisão. Telefones, internet e celulares não funcionam. Quem tem blackberry compartilha com todos, quem consegue falar com o Brasil pede para dar recado aos parentes dos outros.
Durante todo esse primeiro dia é assim. Estreita-se uma rede de solidariedade e sentido de equipe.
Eu deveria ir para o aeroporto duas horas depois, voltando para casa. Mas logo se constata que vai ser impossível que esteja aberto. Até agora não se sabe ao certo quando abrirá. Tudo é incerto e precário. Mas lembro de meu pai, quando eu era criança: eu devia era rezar para o meu anjo da guarda e agradecer. Estou bem, entre amigos, não aconteceu nada a nenhum de nós. Triste consolo, em meio a um país desolado, atingido pela dor.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
O perigo de contar sempre a mesma história
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Excelente medida
agosto de 2009 e janeiro de 2010. A ação foi uma iniciativa da
Associação Brasileira dos Direitos Reprográficos (ABDR), responsável
pela campanha “Combate à Pirataria Digital”.
Em 2009, a campanha ganhou departamento próprio em uma parceria feita entre a ABDR e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Segundo relatório das organizações, a editora que teve maior número de edições publicadas ilegalmente foi a Record.
As denúncias de downloads piratas de livros podem ser feitas por meio dos endereços copyright01@abdr.org.br e copyright02@abdr.org.br.
Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/digital_news/noticia
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Era assim o Corcovado




sábado, 23 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Rudá
Lobo só mata pra comer
ou pra se defender
e não chuta cachorro morto.
Quintal ...
Meu quintal tinha um galinheiro
um milharal,
um barracão
um jardim de moças-e-velhas cheio de borboletas.
Um verdadeiro latifúndio.
Na flor da idade ...
Nas últimas quatro décadas
muita gente envelheceu.
Eu não.
Não sou velho nem anacrônico.
Sou acrônico.
Pairo por cima do tempo,
enquanto ele me devora...
suavemente...
(Rudá)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Kseniya Simonova
sábado, 19 de dezembro de 2009
Obra completa de Machado de Assis digitalizada
O projeto de digitalização das obras de Machado de Assis é resultado da parceria firmada entre o MEC e o Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Linguística (NUPILL) da Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Estadual de Londrina e Universidade Federal do Piauí. Para ter acesso à obra completa de Machado de Assis e imagens da época clique no endereço abaixo:quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Portal Leitura Crítica
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Transbordamentos da Estética Contemporânea
1º Simpósio Internacional de Estudos Estéticos: Transbordamento da Estética Contemporânea
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Bartô em Glória!
Antonin Artaud em Leituras Teatrais
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Interrogação e Conexões
Amanhã e depois, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Av Pasteur, 250, Urca, acontece o II Conexões Itaú Cultural e o V Encontros de Interrogação. As atividades fazem parte do programa geral de literatura do Itaú Cultural. Participam pesquisadores estrangeiros e escritores brasileiros.
II Conexões Itaú Cultural - Programação
01.12 - terça-feira
9h30 - PESQUISAR A LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA – PADECER NO PARAÍSO?
O mapeamento da literatura brasileira no exterior revela que a maioria dos entrevistados trabalha com literatura brasileira contemporânea, especialmente a publicada a partir dos anos 80. Esta mesa discute as dificuldades práticas – e teóricas – enfrentadas pelos estudiosos da produção literária brasileira recente. Com HORST NITSCHACK, Leonardo Tonus, MILTON HATOUM, PEDRO MEIRA MONTEIRO - Mediação Beatriz Resende
11h30 - TRADUZINDO O BRASIL – LIMITES E POSSIBILIDADES
Os tradutores desempenham um papel essencial na difusão da literatura brasileira no exterior. O contraste entre a dinâmica do mercado editorial e as políticas públicas de apoio à tradução marcam a discussão sobre as dificuldades e o apoio que deveria ser prestado a esse trabalho. Com CLIFF LANDERS, MOACYR SCLIAR, Pal FErÉnc, RODOLFO MATA - Mediação Felipe Lindoso
02.12 - quarta-feira
9h30 - DESCOBRINDO O BRASIL – REVISTAS LITERÁRIAS
As revistas literárias têm um papel importante no estado da literatura brasileira. Não apenas são o veículo onde os estudiosos apresentam em primeira mão seus trabalhos, como também publicam traduções e promovem o intercâmbio entre os próprios pesquisadores. Com CARLOS PAULO MARTINEZ PEREIRO, DARLENE SADLIER, LEILA LEHNEN, PEDRO SERRA - Mediação Claudiney ferreira
11h30 - AS LEITURAS DA LITERATURA BRASILEIRA NO EXTERIOR
A publicação da literatura brasileira no exterior envolve um conjunto de atores. Em primeiro lugar, os autores. Mas sem os agentes literários e os editores o trabalho não chega às mãos dos seus destinatários finais, os leitores. Como se percebe, se lê e se vende literatura brasileira no exterior? Com CARMEN CORRAL, Lucia Riff, LUIZ RUFFATO, ROBERTO VECCHI - Mediação João Almino
Encontros de Interrogação - Programação
01.12 - terça-feira
15h30 - Criação Poética e Ficção da Inspiração ou O “poeta fingidor” de Fernando Pessoa é um artífice que, como queria Valéry, “transforma o leitor em inspirado”?
Que resposta se pode dar hoje à antiga e, por sua recorrência, sempre atual questão sobre a gênese do trabalho poético? Valores antagônicos como inspiração e labor textual podem ser estratégias que atendem às expectativas da crítica e dos leitores? Ao se expor em saraus e festas literárias, o poeta busca adicionar um valor testemunhal ao seu trabalho? com Frederico Barbosa, Marco Lucchesi e Micheliny Verunshk - mediador Wilberth Salgueiro
17h30 - Criação e Crítica Literária ou Existe literatura sem reflexão sobre os processos criativos consagrados pela tradição e pela tradição da ruptura?
O escritor contemporâneo cria pensando em sua inserção nos recortes desenhados pela crítica? Organizar antologias, escrever atendendo a parâmetros acadêmicos e publicar originais em revistas de criação e crítica seria uma forma de “controle da recepção” – e, no caso de escritores-críticos, de reivindicar modos de leitura de sua própria produção? com Altair Martins, Heloisa Buarque de Holanda e Ítalo Moriconi - mediação Claudia Nina
19h30 - Criação e Confissão ou Como a ficção transtorna a noção de documento, de registro biográfico e da própria história da literatura?
Em que momento o caráter memorialístico de contos e romances se transforma em imaginação? Existe ficção pura, sem enraizamento na história pessoal? E como esse enraizamento coincide com o enraizamento na história literária e suas rubricas (literatura gay, ficção pós-moderna, regionalismo, memorialismo)? Com Arnaldo Bloch, Ronaldo Correia de Brito e Silviano Santiago - Mediação Beatriz Resende
02.12 - quarta-feira
15h30 - Criação e Narrativa ou Como o enredo ficcional parte da experiência pessoal sem deixar de se afirmar como ficção?
O escritor decanta sua experiência na literatura ou escreve contra ela, num esforço de esquecimento que faz o triunfo da ficção? A vida dos outros e as vivências individuais determinam a invenção? O escritor “escolhe” acasos e percalços (pessoais, profissionais) que dêem lastro à ficção, que confiram ao texto a autoridade do vivido? Com Adriana Lisboa, Marçal Aquino e Michel Laub - Mediação Flávio Carneiro
17h30 - Criação e Edição ou A intervenção do editor sobre o manuscrito altera o estatuto do autor?
Como o editor edita? Os escritores modificam seus originais a partir do olhar crítico de seus editores? Que critérios (literários, mercadológicos) determinam tais intervenções? Existe paralelo entre o editor de livros e a figura, cada vez mais influente (e midiática), do curador de artes visuais? com Eduardo Coelho, Nelson de Oliveira e Paulo Roberto Pires - mediação Manuel da Costa Pinto
19h30 - Criação, Leitura e Autoria ou Como o escritor identifica tendências e problemas com as quais sintoniza sua literatura?
O escritor leva em conta a existência de questões e gêneros que estão na ordem do dia? Ao flertar com a literatura confessional ou com a literatura policial, o escritor aceita as regras do jogo ou as usa para burlar a expectativa do leitor? A opção por um gênero dilui a responsabilidade autoral ou desafia sua singularidade? com Cristovão Tezza, Ana Paula Maia e Ferréz - mediação Manuel da Costa Pinto
A entrada é franca.
As mesas serão transmitidas ao vivo nos endereços: http://www.forum.ufrj.br/ e http://www.itaucultural.org.br/
sábado, 28 de novembro de 2009
Leo...Leo...
Estávamos em Porto Alegre assistindo a palestra do patrono da Feira do Livro deste ano, o escritor Carlos Urbim, que ia, de maneira simples e emocionada, apresentando suas observações e percursos literários e, ao mesmo tempo, sem que eu pudesse controlar, minando minhas resistências. Eu, que sempre me esforço para não chorar em público, no que nunca sou bem sucedida, vi que, mais uma vez, não estava conseguindo conter a montoeira de água que ameaçava desabar me inundando inteira.
Timidamente comecei a represá-la com os dedos, desviando o curso dos lábios para um canto qualquer mais escondido do rosto, mas os olhos traiçoeiros iam se escarlatiando incontrolavelmente. Nos ruídos finais dos aplausos, levantei-me para tentar abraçar a alma do Carlos Urbim. Foi aí que me deparei com o Leo, vermelho, de olhos de alvorecer, cara inchada de criança que de não saber o que fazer com a alegria, simplesmente deixa que ela flua livremente alma afora. Falei, me amparando cúmplice, Leo, você também está chorando? e ele simples: é, eu sou assim, eu choro mesmo.
Pois é, esse é o meu querido amigo Leo, com quem aprendi o poder do mesmo.
Abaixo, um video para conhecer a superfície dele. Mais? leiam, leiam...
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Animação: O melhor curta metragem
domingo, 22 de novembro de 2009
Criança, a alma do negócio!
Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?
Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti
Maria Farinha Produções
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Consciência Negra
terça-feira, 17 de novembro de 2009
PROALFA - Ciclo de Estudos em Alfabetização
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail proalfa.uerj@gmail.com , o curso é gratuito e oferece certificado.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Limonaire e Debate
A limonaire é uma caixa de música onde se insere um cartão em papel perfurado (o papel-música) e que origina sons que lembram os carrosséis de um parque de diversão.
Clique para ampliar
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domingo, 8 de novembro de 2009
Revendo os amigos


domingo, 1 de novembro de 2009
Asterix faz 50 anos!
Um vídeo para comemorar.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Dia Nacional do Livro
C'est aussi l'anniversaire d'Oui Oui
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
LER É TUDO: PARTICIPE DESSA IDÉIA
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Mapa do tesouro
Excelente fonte de pesquisa é o Mapa do Brincar da Folha On Line."O Mapa do Brincar é uma iniciativa da Folhinha, suplemento infantil do jornal Folha de S.Paulo. Lançado em maio de 2009, o projeto convidou crianças de todo o país a contar quais são suas brincadeiras de hoje. Um dos objetivos era descobrir se há semelhanças e diferenças entre o brincar das várias regiões do país". Vale a pena visitar.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/mapadobrincar/
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Conversa boa!
Clique em cima para ampliarquinta-feira, 8 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
As fronteiras entre a literatura infanto-juvenil e a literatura adulta
OS PEQUENOS LIVROS DAS GRANDES COISASOs títulos infanto-juvenis crescem, mas não se dedicam só aos jovens.
Por Rosane Pavam.segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Vamos votar!!!
O filme O coração às vezes para de bater, de Maria Camargo, baseado no livro da Adriana Lisboa, está na mostra competitiva do Festival do Rio, valendo voto popular.O filme foi selecionado entre centenas de curtas para a competição do Festival do Rio 2009. Só tem fera!
SEG (5/10) 13:00 Odeon Petrobras - sessão popular
TER (6/10) 22:10 Est Vivo Gávea 3
Endereços e lotações: Odeon Petrobras – Praça Floriano 7, Cinelândia. Lotação: 586 lugares
Est Vivo Gávea 3 - Rua Marquês de São Vicente 52 – Gávea. Lotação: 91 lugares
As sessões citadas (exceto a de gala) são para público pagante, valendo voto popular.
A sessão dita como popular tem ingresso mais barato do que nos outros dias.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Bienal do Livro
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Bienal do Livro
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Arte em cada detalhe
Fico encantada com o silêncio de Tóquio, que parece vazia, apesar de uma população flutuante de quatro milhões de pessoas, além dos moradores. Outro aspecto que impressiona no Japão é o aproveitamento de cada espaço livre, com bom gosto. Uma amiga me enviou algumas fotos de uma plantação de arroz da província de Aomori em Inakadate. Plantando mudas de folhas de cores diferentes, o que poderia ser uma ação rotineira de plantar arroz, vira, nas mãos deles, uma obra de arte. As fotos abaixo são da safra de 2009.





segunda-feira, 24 de agosto de 2009
África e Africanidades

terça-feira, 18 de agosto de 2009
Ainda dia 20
A Banca examinadora é composta pelos professores doutores:
Carlos Alberto Figueiredo (orientador)
Carole Gubernikof (UNIRIO)
Eduardo Lakschevitz (UNIRIO)
Maya Suemi Lemos (UERJ)
Sara Cohen (UFRJ)
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Leitura em Debate: O leitor além dos muros escolares
Lançamento do Márcio
Mais um livro; mais uma encrenca, um abacaxi. Esse agora (oitavo) é de crônicas que escrevi para jornais, sites e revistas, mesmo sem eles saberem.
O lançamento é agora dia 20, quinta, a partir das 19hs, na livraria da Travessa de Ipanema (Visconde de Pirajá com Aníbal de Mendonça). Leve comida de casa ou vá comida (no melhor sentido que lhe aprouver) pois serão servidas só aquelas pastinhas, sabor indefinido, algo entre o atum e o presunto, ou vice-versa. Se está pensando em beber, toda a cautela pois o vinho branco que costuma ser oferecido no lugar é um severo teste para hepáticos. Melhor beber ali perto, cheio de bares ótimos. Então, você perguntaria que diabos fazer lá? Chato, né? Também não sei qual argumento usar. Como escrevi numa crônica (Os artistas da comiseração), sua força é tudo nessa hora. ?A Maconha está bêbada e outras crônicas? fala do melhor vício da vida, que é fazer e cultivar amigos. Capriche na desculpa, ou apareça.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Agradeço a visita!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Reflexões sobre o insólito
3 e 4 de novembro de 2009
Na UERJ – Instituto de Letras
Submissão de trabalhos e demais informações na página do evento:
http://www.sepel.uerj.br/eventos.html
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Don Hertzfeldt
É bom saber...
Em setembro acontece o Fórum de Estudos Linguísticos da UERJ.Maiores detalhes: http://www.pgletras.uerj.br/forum/2009/inscrcomtrab.php
O CaSePEL 6, dedicado à Literatura Infanto-Juvenil, já se encontra publicado on line: http://www.sepel.uerj.br/casepel.html
A IX edição do Seminário Nacional de Literatura, História e Memória, da UNIOESTE/Cascavel, este ano, realizar-se-á de modo interinstitucional, congregando, assim, o III Simpósio Gêneros Híbridos da Modernidade, da UNESP/Assis SP. Os eventos congregados realizar-se-ão nos dias 16 e 17 de setembro de 2009, no campus da UNESP de Assis/SP, tendo como tema comum a discussão: a literatura no cinema. Maiores detalhes no link abaixo.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Pelas esquinas do Brasil...
Visitação: de 30 de julho a 31 de agosto de 2009
Horário de visitação: diariamente, das 9h às 21h
Endereço: SBS Quadra 4 Lote3/4, edifício anexo da Matriz da CAIXA
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
I Colóquio Internacional Vozes – II Encontro em Artes Cênicas
16 a 26 de agosto de 2009
Rio de Janeiro
Tributo a Berlioz
Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
Dia 10 de agosto, às 19h, no Salão Dourado do Palácio Universitário da Praia Vermelha
Av. Pasteur 250, segundo andar, Urca - Rio de Janeiro
Entrada Franca
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Letra Magna
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Clipe
Lançamentos
Na quinta-feira, dia 6, a partir das 19h é a vez da Luciana Sandroni lançar Joaquim e Maria (Companhia das Letrinhas)
Está disponível no Youtube o clipe do livro A Sereia e o Caçador de Borboletas de Adriana Lisboa com ilustrações do Rui de Oliveira.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Alice Vieira - 30 anos de literatura
Minha vida tem episódios engraçados e insólitos. Um deles diz respeito à Alice Vieira. Estava eu, um belo dia, na UFRJ, isso lá pelos idos de 1992, quando a Elisabeth Vasconcelos falou da Alice Vieira. Fiquei bastante curiosa e encomendei alguns livros dela e um, entre os belíssimos textos, me tomou por completo: foi o hilariante Graças e Desgraças na Corte de El- Rei Tadinho. Naquele momento, determinei que queria fazer um estudo daquele texto e entrevistar a autora. Ninguém sabia muita coisa dela, apenas que morava em Portugal. Entrei em contato com o Editorial Caminho, por onde ela publicava, mas sem resultado. Passado algum tempo, conversando com um amigo português, contei que queria conhecê-la e ele disse: "Ai é? ela é muito minha amiga". Aí ele fez as primeiras apresentações e passamos a nos falar por telefone. Bem, acabei em Lisboa, num encontro muito divertido, mas não tão divertido como os muitos outros que se sucederam, que acabaram nos transformando em amigas de infância.Entrevista: Alice Vieira
"Se dá trabalho também dá prazer" Alice Vieira, escritora há 30 anos, está de parabéns “por tantos e tão bons livros”, slogan da megacampanha que a Leya lhe preparou em surpresa. Até o neto dar o alarme.
Correio da Manhã – Como é que "uma escritora de manias" mas sem "a mania das grandezas" lida com uma megacampanha que inclui posters e crachás...
– Além do merchandising, a editora vai enviar um livro seu para Timor por cada postal que uma criança lhe escreva... Ideia sua?
– Foi. Achei boa ideia ligar a minha paixão pela escrita à minha paixão por Timor... Timor só suscita reacções extremas: ou se odeia ou se ama. Senti que ia ficar ligada desde o momento em que pisei aquela terra. E as pessoas são tão cativantes, abraçam-nos, querem sempre aprender mais. A única coisa que vi as crianças pedir foi lápis.
– Este é o Ano Alice Vieira?
– É uma relação diferente da que tenho com o resto da minha produção. Acho que devia ter usado outro nome, não como pseudónimo, mas como heterónimo porque, em poesia, sou mesmo outra pessoa.
Dina Gusmão
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A grande arte do Brasil
A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.










