quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Portal Leitura Crítica

Recebi um e-mail do Professor Ezequiel Theodoro da Silva contando que conseguiu realizar seu sonho de criar o PORTAL LEITURA CRÍTICA, que tem por objetivo beneficiar a leitura brasileira, os professores, o ensino e as escolas. O Professor Ezequiel é Livre-Docente em Metodologia de Ensino pela Faculdade de Educação da Unicamp. Abaixo o endereço para conferir.
http://www.leituracritica.com.br/

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Transbordamentos da Estética Contemporânea

Entre os dias 12 e 14 de janeiro de 2010, acontecerá o " 1º Simpósio Internacional de Estudos Estéticos: Transbordamentos da Estética Contemporânea", na UERJ, resultado de um Convênio de Cooperação Internacional firmado entre o Instituto de Letras e a Universidade de Paris 8. A entrada é franca, as inscrições poderão ser efetuadas 15 min. antes do início do evento, que concederá certificados a todos os participantes.
1º Simpósio Internacional de Estudos Estéticos: Transbordamento da Estética Contemporânea

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Bartô em Glória!

Quando escrevi o Emmanuela, a Glória Pondé, queridíssima amiga, estava morando em Paris. Por e-mail enviei o texto para ela dar uma lida, como sempre faço com alguns grandes amigos. A resposta dela virou a quarta capa do livro. Tempos depois, num acidente cirúrgico estúpido, perdemos a amiga. Brilhante e sempre preocupada com a literatura infantil e juvenil, a Glória hoje é nome do prêmio criado pela Biblioteca Nacional para reconhecer os melhores textos produzidos para crianças e jovens. Para minha alegria, este ano, outro queridíssimo amigo é o vencedor. Mas não é vencedor apenas em qualidade literária, é um vencedor em toda a extensão que a palavra permite e não permite. É o Tempo de Voo do nosso Bartolomeu Campos de Queirós, ou simplesmente Bartô.

Antonin Artaud em Leituras Teatrais

Mais um bom programa oferecido pela Aliança Francesa. Dia 11/12, às 20h, em Botafogo. Vale a pena comparecer.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Entrevista

Estive em Portugal onde fiz uma palestra na Universidade Nova de Lisboa. Em seguida, fui convidada por Ana Raquel Fernandes a dar uma entrevista para a revista Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher. O perguntado e o respondido seguem abaixo.

1. Ieda Oliveira é ficcionista, compositora e professora/investigadora. É fácil conciliar a sua vida de criadora com a sua actividade académica?
R: Acho que sim. Para mim são atividades complementares.

2. Revê-se sobretudo no seu papel de escritora ou no de professora e investigadora?
R: Não sei se no papel. Diria: respirando, existindo como escritora, que tomou de assalto o espaço reservado à professora. Em mim a pesquisa direciona a intuição, alucinada, para a observação calma do fenômeno. Passado o tempo de análise, ela se desloca para o imponderável espaço da criação.

3. Como lida com a palavra enquanto criadora?
R: Como desafio. Como um jogo de vida e morte, em que é preciso arriscar o sentido, mesmo sabendo-o fugidio. Como um exercício contínuo de paciência e paixão.

4. Como surgiu esse seu interesse pela Literatura Infantil?
R: Foi após o convite para musicar um livro infantil. À medida que compunha as músicas, ia envolvendo-me mais e mais com esse universo. Não foi uma coisa premeditada, foi acontecida.

5. A música é uma paixão que completa a sua actividade enquanto ficcionista?
R: Sem dúvida. Ela vai aonde a palavra não chega. É um espaço de quase libertinagem.

6. Foi responsável pela organização do livro O que é Qualidade em Literatura Infantil e Juvenil: com a Palavra o Escritor (Ed. Difusão Cultural do Livro – DCL, 2005). Quais os aspectos que determinam a qualidade num livro de Literatura Infanto-Juvenil?
R: Penso que alguns fatores são vitais para uma literatura infantil de qualidade. O primeiro deles é a consciência de que se está produzindo literatura, o que significa que o livro infantil não é espaço para se ditarem, simuladamente, normas de conduta para crianças ou jovens. Acredito que é de vital importância estimular a fantasia do leitor, não só pela paixão que daí advirá pela leitura, mas também porque, seguramente, estar-se-á contribuindo para o surgimento de um áugure, alguém capaz de, ao pousar o olhar sobre as coisas, inaugurar sentidos. É função de uma literatura infantil que se quer de qualidade ser clara e bela. É preciso que o léxico e a sintaxe empregados sejam acessíveis ao pequeno leitor. Metáforas sofisticadas cuja compreensão lhes escape perdem a função. Escrever um texto criativo, de grande qualidade estética e legível ao olhar de seu leitor é o desafio do escritor de literatura infantil e juvenil.

7. Na sua dissertação de doutoramento abordou a questão do contrato de comunicação na Literatura Infantil e Juvenil (O Contrato de Comunicação da Literatura Infantil e Juvenil, Ed. Nova Fronteira, 2003). De que modo o discurso é condicionado neste género de literatura?
R: Em minha tese de doutorado, orientada pela Professora Doutora Nelly Novaes Coelho e defendida na Universidade Estado de São Paulo (USP) em 2003, levanto a seguinte questão: Quem é o leitor do livro infantil? O mais óbvio e típico é a criança, mas o processo de produção e fruição desse tipo de literatura passa necessariamente por no mínimo três categorias de adultos: os críticos, os adultos da família (pais, avós e outros) e os professores. No Brasil, pelo menos, a aprovação da obra infantil pelo professorado desempenha papel importante, às vezes decisivo, no processo que leva ao sucesso ou insucesso de uma obra desse gênero. O desafio do escritor que se dedica a ele, portanto, consiste em, se possível, “agradar” a todos esses leitores potenciais, principalmente à criança, o que por si já molda em grande parte o contrato de comunicação desse gênero, em cuja produção temos de nos movimentar num espaço “apertado”, ou seja (para usar o termo adotado por Charaudeau), numa margem de manobra estreita.

8. Actualmente organiza um livro intitulado O que é qualidade em Literatura Infantil e Juvenil – com a Palavra o Educador. Qual o papel da Literatura e da Leitura na Educação?
R: Leitura e literatura andam de mãos dadas com a educação, no sentido etimológico do termo. Como é sabido, o verbo educar significa etimologicamente “trazer para fora”, ou seja, despertar conteúdos que já existem de forma potencial na mente do estudante. Nesse sentido, a leitura de uma obra literária educa, ao permitir que o leitor tenha sua visão de mundo apurada e ampliada.

9. Em que medida a Literatura Infanto-Juvenil se revela fundamental na descoberta e formação da identidade da criança e do jovem?
R: Penso que a literatura, oferecendo múltiplos olhares sobre o mundo, estimula a fantasia e o desejo de descoberta.

10. A ilustração nos livros de Literatura Infantil e Juvenil é tão importante como o texto apresentado. No entanto, nem sempre se dá a devida atenção a esta arte. A Ieda organizou o livro O que é Qualidade em Ilustração no Livro Infantil e Juvenil: com a Palavra o Ilustrador (Ed. Difusão Cultural do Livro – DCL, 2008), colaborando com ilustradores portugueses, Teresa Lima, João Vaz e Gémeo Luís. Como se chega a uma narrativa da imagem?
R: Não sei exatamente a importância que é dada aos ilustradores em Portugal, posso falar do que constato no Brasil. A presença do ilustrador, dependendo da faixa etária a que o livro se destine, é de vital importância. O bom ilustrador sempre dialoga com o texto e o enriquece com novas possibilidades de leitura. A ilustradora brasileira Ciça Fittipaldi, em seu artigo nesse livro, diz que “toda imagem tem alguma história para contar. Essa é a natureza narrativa da imagem. Suas figurações e até mesmo formas abstratas abrem espaço para o pensamento elaborar, fabular e fantasiar”. Pois é, nada melhor que ouvir a voz do ilustrador, não?

11. A correspondência entre texto e imagem é essencial para uma qualidade estética da Literatura Infantil e Juvenil?
R: Sim, mas, sabendo que são dois olhares e duas expressões distintas. O ilustrador não é um reduplicador pela imagem do texto que ilustra. É um criador que expressa o texto por meio de seu olhar, em completa liberdade.

12. A Ieda está interessada numa visão global da Literatura Infanto-Juvenil, designadamente, de expressão portuguesa. Tem produzido muito no Brasil, tem colaborado com escritores portugueses, por exemplo, Alice Vieira, e escritores angolanos, como é o caso de Maria Celestina Fernandes. Que relações estabelece entre estas três realidades (Brasil, Portugal e África) tão diferentes entre si? Que aspectos a surpreenderam?
R: Na realidade, a Alice Vieira, a Maria Celestina e outros inúmeros escritores é que têm generosamente contribuído com o nosso projeto, cujo objetivo é ajudar professores, agentes de leitura, estudiosos e interessados em literatura infantil e juvenil a compreender mais apuradamente essa produção destinada a crianças e jovens. Assim como participam escritores, ilustradores e educadores das mais variadas regiões do Brasil, para que se alcance uma visão a mais ampla possível, estendemos o olhar para Portugal e África. O que posso dizer é que o Brasil é Portugal e é África, e isso corre em nossas veias.

13. Quando começou o seu interesse pelo universo da Literatura Infanto-Juvenil em Portugal?
R: Em 1992, num curso de especialização em Literatura Infantil e Juvenil que fazia. Já havia lido textos de autores portugueses produzidos para crianças, mas, quando li Graças e Desgraças na Corte de El Rei Tadinho da Alice Vieira, fiquei fascinada e foi grande a motivação para ler mais da obra dela e de outros escritores portugueses.

14. Quais as diferenças entre o panorama da Literatura Infanto-Juvenil no Brasil e em Portugal?
R: No Brasil e em Portugal, hoje, temos uma literatura produzida por grandes autores e de altíssimo nivel. Prefiro não citar nomes para evitar omissões imperdoáveis.

15. Qual o papel dos contadores de histórias na divulgação desta Literatura?
R: Falo da minha experiência: Quando criança, e ainda não sabia ler, fui introduzida no mundo da literatura por uma babá que era uma exímia contadora de histórias. Sabia muitas e muitas histórias e encantava minha mente com reis, rainhas, princesas, bichos falantes e histórias de assombração. Não me lembro de uma noite sequer em que não tenha dormido sob encantamento. Quando ela se casou e foi embora, eu já sabia ler, e ocupou o seu lugar uma outra babá, a Sheherazade e suas “Mil e uma Noites”. Esse passado construiu a máquina de sonhar que me faz escrever. Devo isso a uma contadora de histórias.

16. Actualmente considera que há um interesse crescente na criação e divulgação da Literatura Infantil e Juvenil?
R: Sem dúvida. As editoras têm investido muito na Literatura Infantil e Juvenil. Esse mercado propício atrai. A questão é que ainda paira uma mentalidade equivocada de que escrever para crianças é fácil e qualquer coisa está bem. Nossa preocupação é exatamente mostrar, na contra-mão desse equívoco, que escrever para crianças requer talento, conhecimento e domínio literário.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Interrogação e Conexões

Amanhã e depois, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Av Pasteur, 250, Urca, acontece o II Conexões Itaú Cultural e o V Encontros de Interrogação. As atividades fazem parte do programa geral de literatura do Itaú Cultural. Participam pesquisadores estrangeiros e escritores brasileiros.

II Conexões Itaú Cultural - Programação

01.12 - terça-feira
9h30 - PESQUISAR A LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA – PADECER NO PARAÍSO?
O mapeamento da literatura brasileira no exterior revela que a maioria dos entrevistados trabalha com literatura brasileira contemporânea, especialmente a publicada a partir dos anos 80. Esta mesa discute as dificuldades práticas – e teóricas – enfrentadas pelos estudiosos da produção literária brasileira recente. Com HORST NITSCHACK, Leonardo Tonus, MILTON HATOUM, PEDRO MEIRA MONTEIRO - Mediação Beatriz Resende


11h30 - TRADUZINDO O BRASIL – LIMITES E POSSIBILIDADES
Os tradutores desempenham um papel essencial na difusão da literatura brasileira no exterior. O contraste entre a dinâmica do mercado editorial e as políticas públicas de apoio à tradução marcam a discussão sobre as dificuldades e o apoio que deveria ser prestado a esse trabalho. Com CLIFF LANDERS, MOACYR SCLIAR, Pal FErÉnc, RODOLFO MATA - Mediação Felipe Lindoso


02.12 - quarta-feira
9h30 - DESCOBRINDO O BRASIL – REVISTAS LITERÁRIAS

As revistas literárias têm um papel importante no estado da literatura brasileira. Não apenas são o veículo onde os estudiosos apresentam em primeira mão seus trabalhos, como também publicam traduções e promovem o intercâmbio entre os próprios pesquisadores. Com CARLOS PAULO MARTINEZ PEREIRO, DARLENE SADLIER, LEILA LEHNEN, PEDRO SERRA - Mediação Claudiney ferreira


11h30 - AS LEITURAS DA LITERATURA BRASILEIRA NO EXTERIOR
A publicação da literatura brasileira no exterior envolve um conjunto de atores. Em primeiro lugar, os autores. Mas sem os agentes literários e os editores o trabalho não chega às mãos dos seus destinatários finais, os leitores. Como se percebe, se lê e se vende literatura brasileira no exterior? Com CARMEN CORRAL, Lucia Riff, LUIZ RUFFATO, ROBERTO VECCHI - Mediação João Almino


Encontros de Interrogação - Programação


01.12 - terça-feira
15h30 - Criação Poética e Ficção da Inspiração ou O “poeta fingidor” de Fernando Pessoa é um artífice que, como queria Valéry, “transforma o leitor em inspirado”?
Que resposta se pode dar hoje à antiga e, por sua recorrência, sempre atual questão sobre a gênese do trabalho poético? Valores antagônicos como inspiração e labor textual podem ser estratégias que atendem às expectativas da crítica e dos leitores? Ao se expor em saraus e festas literárias, o poeta busca adicionar um valor testemunhal ao seu trabalho? com Frederico Barbosa, Marco Lucchesi e Micheliny Verunshk - mediador Wilberth Salgueiro


17h30 - Criação e Crítica Literária ou Existe literatura sem reflexão sobre os processos criativos consagrados pela tradição e pela tradição da ruptura?
O escritor contemporâneo cria pensando em sua inserção nos recortes desenhados pela crítica? Organizar antologias, escrever atendendo a parâmetros acadêmicos e publicar originais em revistas de criação e crítica seria uma forma de “controle da recepção” – e, no caso de escritores-críticos, de reivindicar modos de leitura de sua própria produção? com Altair Martins, Heloisa Buarque de Holanda e Ítalo Moriconi - mediação Claudia Nina


19h30 - Criação e Confissão ou Como a ficção transtorna a noção de documento, de registro biográfico e da própria história da literatura?
Em que momento o caráter memorialístico de contos e romances se transforma em imaginação? Existe ficção pura, sem enraizamento na história pessoal? E como esse enraizamento coincide com o enraizamento na história literária e suas rubricas (literatura gay, ficção pós-moderna, regionalismo, memorialismo)? Com Arnaldo Bloch, Ronaldo Correia de Brito e Silviano Santiago - Mediação Beatriz Resende


02.12 - quarta-feira
15h30 - Criação e Narrativa ou Como o enredo ficcional parte da experiência pessoal sem deixar de se afirmar como ficção?
O escritor decanta sua experiência na literatura ou escreve contra ela, num esforço de esquecimento que faz o triunfo da ficção? A vida dos outros e as vivências individuais determinam a invenção? O escritor “escolhe” acasos e percalços (pessoais, profissionais) que dêem lastro à ficção, que confiram ao texto a autoridade do vivido? Com Adriana Lisboa, Marçal Aquino e Michel Laub - Mediação Flávio Carneiro


17h30 - Criação e Edição ou A intervenção do editor sobre o manuscrito altera o estatuto do autor?
Como o editor edita? Os escritores modificam seus originais a partir do olhar crítico de seus editores? Que critérios (literários, mercadológicos) determinam tais intervenções? Existe paralelo entre o editor de livros e a figura, cada vez mais influente (e midiática), do curador de artes visuais? com Eduardo Coelho, Nelson de Oliveira e Paulo Roberto Pires - mediação Manuel da Costa Pinto


19h30 - Criação, Leitura e Autoria ou Como o escritor identifica tendências e problemas com as quais sintoniza sua literatura?
O escritor leva em conta a existência de questões e gêneros que estão na ordem do dia? Ao flertar com a literatura confessional ou com a literatura policial, o escritor aceita as regras do jogo ou as usa para burlar a expectativa do leitor? A opção por um gênero dilui a responsabilidade autoral ou desafia sua singularidade? com Cristovão Tezza, Ana Paula Maia e Ferréz - mediação Manuel da Costa Pinto

A entrada é franca.

As mesas serão transmitidas ao vivo nos endereços: http://www.forum.ufrj.br/ e http://www.itaucultural.org.br/

sábado, 28 de novembro de 2009

Leo...Leo...

O Leo é daquelas pessoas que já se olha gostando. Esse gostar se ratifica num trabalho literário primoroso e numa reflexão cristalina, mas que vem, creio eu, entre outras coisas, pela disposição para sentir inteiro, despudoradamente.

Estávamos em Porto Alegre assistindo a palestra do patrono da Feira do Livro deste ano, o escritor Carlos Urbim, que ia, de maneira simples e emocionada, apresentando suas observações e percursos literários e, ao mesmo tempo, sem que eu pudesse controlar, minando minhas resistências. Eu, que sempre me esforço para não chorar em público, no que nunca sou bem sucedida, vi que, mais uma vez, não estava conseguindo conter a montoeira de água que ameaçava desabar me inundando inteira.
Timidamente comecei a represá-la com os dedos, desviando o curso dos lábios para um canto qualquer mais escondido do rosto, mas os olhos traiçoeiros iam se escarlatiando incontrolavelmente. Nos ruídos finais dos aplausos, levantei-me para tentar abraçar a alma do Carlos Urbim. Foi aí que me deparei com o Leo, vermelho, de olhos de alvorecer, cara inchada de criança que de não saber o que fazer com a alegria, simplesmente deixa que ela flua livremente alma afora. Falei, me amparando cúmplice, Leo, você também está chorando? e ele simples: é, eu sou assim, eu choro mesmo.
Pois é, esse é o meu querido amigo Leo, com quem aprendi o poder do mesmo.

Abaixo, um video para conhecer a superfície dele. Mais? leiam, leiam...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Do palco à tela

Mais um belo convite da Aliança Francesa.

Entrada franca.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Animação: O melhor curta metragem

Abaixo dois dos indicados ao oscar de melhor animação. São eles: "A Matter of Loaf and Death", de Nick Park e "The Cat Piano", de Eddie White e Ari Gibson



domingo, 22 de novembro de 2009

Criança, a alma do negócio!

Sugiro que assistam a este documentário do Instituto Alana - Criança, a alma do negócio (Brasil) enviado por Márcia Cardeal.

Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.


Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti
Maria Farinha Produções
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Consciência Negra

Os carregadores de água, de Rugendas, comentado pelo Prof. Dr. Carlos Eugênio Libano Soares, da Universidade Federal da Bahia.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

PROALFA - Ciclo de Estudos em Alfabetização

O PROALFA convida a todos para o XIV ciclo de estudos em alfabetização com o tema “Gêneros textuais; conceitos, ensino e produções escolares”.

O evento ocorrerá na UERJ dia 23/11/09 de 18 às 20h, auditório 93, 9º andar bloco F.
O tema da palestra será “Gêneros Textuais e ensino de língua materna: perspectivas teóricas e práticas”

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail proalfa.uerj@gmail.com , o curso é gratuito e oferece certificado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Limonaire e Debate

Por um lado, a Aliança Francesa convida para o espetáculo O Realejo de Paris, em que Jean Marie Olive traz a limonaire à manivela de 1903, que reproduz o som de canções francesas populares, relembrando as cenas de Paris dos anos 20 a 50 do século XX.
A limonaire é uma caixa de música onde se insere um cartão em papel perfurado (o papel-música) e que origina sons que lembram os carrosséis de um parque de diversão.

Por outro, a Biblioteca Nacional convida para o Leitura em Debate. Ambos com entrada franca. Ficam aqui as sugestões.

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domingo, 8 de novembro de 2009

Revendo os amigos

É a sétima vez que participo da Feira do Livro de Porto Alegre. Dispensável dizer o quanto gosto. Posto o Guaíba, em belíssima tarde, e duas mesas-redondas que coordenei. A primeira, com Rosinha Campos e Renato Alarcão. A segunda, com Vera Aguiar e Luiza Motta. Da oficina de produção literária e crítica, que acabou virando minicurso; da entrevista para a TVE, num estúdio ao ar livre em plena Feira; do imperdível Boscato e dos inúmeros amigos... guardo também o divertido gosto da saudade.





domingo, 1 de novembro de 2009

Asterix faz 50 anos!

Mais uma brilhante criação de René Goscinny, autor do Le Petit Nicolas, desta vez em parceria com Albert Uderzo.

Um vídeo para comemorar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dia Nacional do Livro

O dia 29 de outubro foi escolhido o Dia Nacional do Livro em homenagem ao aniversário da fundação da Biblioteca Nacional que é a maior biblioteca da América Latina.

C'est aussi l'anniversaire d'Oui Oui

Amadíssimo pelas crianças francesas, tanto quanto o Petit Nicolas,
Oui Oui completa 60 anos! Parabéns a Enid Blyton!

Um video para comemorar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

LER É TUDO: PARTICIPE DESSA IDÉIA


Inicio hoje a minha campanha LER É TUDO: PARTICIPE DESSA IDÉIA. Os cinco primeiros leitores a enviarem e-mails receberão um de meus livros em casa ou no endereço que desejarem, autografado e gratuitamente.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mapa do tesouro

Excelente fonte de pesquisa é o Mapa do Brincar da Folha On Line.
"O Mapa do Brincar é uma iniciativa da Folhinha, suplemento infantil do jornal Folha de S.Paulo. Lançado em maio de 2009, o projeto convidou crianças de todo o país a contar quais são suas brincadeiras de hoje. Um dos objetivos era descobrir se há semelhanças e diferenças entre o brincar das várias regiões do país". Vale a pena visitar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Conversa boa!

Fui aluna do Silviano Santiago no Mestrado da PUC/RJ e colega de turma do Italo Moriconi nesse mesmo Mestrado. O Gustavo Bernardo conheci depois e virou amigo de infância. Todos queridos e muitíssimo competentes. É um reencontro que não posso perder e sugiro a quem possa que não perca também.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ópera na tela

Fica aqui a sugestão.

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domingo, 4 de outubro de 2009

Mercedes Sosa

Para sempre, Mercedes!

sábado, 3 de outubro de 2009

Ajude a mudar

Entre outras coisas, é preciso parar com o uso de animais em testes.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As fronteiras entre a literatura infanto-juvenil e a literatura adulta

Reproduzo esta reportagem, postada pelo blog "Roedores de livros" e publicada na revista Carta Capital, edição 562, de 09 de setembro, de autoria de Rosane Pavam, que reúne teóricos, escritores, ilustradores e editores de literatura infanto-juvenil em torno de um tema polêmico: as fronteiras entre a literatura infanto-juvenil e a literatura adulta.

OS PEQUENOS LIVROS DAS GRANDES COISAS

Os títulos infanto-juvenis crescem, mas não se dedicam só aos jovens.

Por Rosane Pavam.

O menino ficou amigo do passarinho, mas o passarinho morreu na varanda. Outro garoto matou o bichinho, que agora pia em seu coração. Estes argumentos carregados de violência e sexualidade orientam os livros de Bartolomeu Campos de Queirós e Wander Piroli. Suas histórias, intituladas Até Passarinho Passa (Moderna) e O Matador (Leitura), abrigam-se sob a categoria infanto-juvenil. Mas quem garante que um adulto não precisará delas?

A literatura infanto-juvenil é o mais sério caso enre as ficções brasileiras. Ela ultrapassa as fronteiras etárias e orienta a produção adulta. Faz seis décadas que somos aproximadamente o mesmo leitor desde a adolescência. Ou nos infantilizamos a ponto de exigir, dos escritores, a linguagem do início de nossas vidas, ou os jovens cresceram rápido demais e invadiram o terreno da imaginação adulta.

“Quando eu tinha 12 anos, não lia literatura infanto-juvenil. Eu lia Tchekov”, afirma Nelly Novaes Coelho, a mais respeitada teórica brasileira a abordar essa produção. “Depois de O Reizinho Mandão, da Ruth Rocha, disse ao meu marido que a ditadura acabaria logo, já que até a literatura juvenil zombava dela”, conta. Ela leu o livro em 1977 e o AI-5 foi revogado no ano seguinte.

Nelly crê que toda literatura obedece a um impulso criador ligado ao erotismo. Se o sexo está cerceado na sociedade, como no Brasil no início do século XX, a elaboração mental cresce. Solto o erotismo, não é preciso recorrer à extrema organização de ideias para se relacionar com o mundo.

“A literatura infantil hoje, ao contrário daquela de 40 anos atrás, está cheia de besteirol, mas deixa estar”, raciocina Nelly. “Vivemos uma transição esperando que um novo sistema, tão eficiente quanto aquele racional e literário, se imponha. A criança de hoje tem um mundo mágico à sua disposição, fundado em tecnologia. Vai ler por que? Na minha infância, havia muita literatura, mas a magia se reduzia ao Ford Bigode estacionado na rua.”

Para Nelly, de 87 anos, não se pode pensar em literatura, hoje, senão como uma tradição necessitada de incentivos escolares. Mas ocorre de os próprios professores não a conhecerem. A capacitação desses profissionais toma um enorme tempo na vida de um escritor como Luiz Raul Machado, que orienta grupos no Rio. É preciso que os professores aprendam a gostar de ler, ou a literatura morrerá, ele diz

A batalha pela aquisição de leitores não tem trégua também no mercado editorial, já que as vultosas compras governamentais de títulos infanto-juvenis sustentam muitas casas publicadoras. A Câmara Brasileira do Livro informa que entre 2007 e 2008 os títulos para crianças com até 10 anos cresceram 14,02%. A partir de 11 anos, 41,88%. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, de 2007, é a mãe de família a principal responsável pela indicaçào dos livros a seus meninos com até 10 anos. Na faixa etária entre 11 e 13, a criança lê principalmente o que a escola exige. A partir dos 14 anos, escolhe. Mas lê menos do que antes.

Há quem ligue a perda desse leitor à simplificaçào promovida por educadores e editoras. “O conceito infanto-juvenil é questionável”, acredita Elisabeth Maggio, autora de O Senhor dos Pesadelos. “A ideia contida no conceito é que os jovens terão uma literatura mais fácil e digerível para estimulá-los a ler e que, com o tempo, farão a transição para uma literatura adulta. Mas nem sempre acontece assim. Os leitores acabam estacionando na tal da literatura de transição, e quando têm de ler o Machado de Assis pela primeira vez, é um choque.

”Milu Leite, finalista do Prêmio Jabuti por O Dia em Que Felipe Sumiu, condena a pressão por enquadrar a literatura como “mais uma maneira” de educar as crianças. “Essa pressão vem de algumas editoras, pais e escolas, não das crianças, os leitores.” Bartolomeu Campos de Queirós tem sua visão particular desse universo. “A sociedade confunde infância com o superficial, o raso, o vazio. Mas a infância é o lugar das perguntas, dos medos, das dúvidas, das alegrias, mas também das tristezas.”O Nobel de Literatura Isaac Bashevis Singer, autor de Histórias para Crianças (Topbooks), enumerou em 1978 suas razões para escrever para esse público. “Na época de hoje, quando a literatura para adultos se deteriora, bons livros infantis são a única esperança, o único refúgio. Muitos adultos leem e apreciam livros infantis. Escrevemos não só para crianças como para seus pais. Eles, também são crianças sérias."

Responsável por títulos destinados às escolas, Maristela Petrilli de Almeida Leite, da Editora Moderna, diz não discriminar temas, embora oriente a linguagem destinada a seus leitores. “O texto tem de ter qualidade e ser prazeroso. Não cai bem o palavrão. Se puder substituí-lo por outra expressão, o autor deve fazê-lo.”

Lilia Schwarcz iniciou, em 1992, a publicação de infantis pela Editora Companhia das Letras. Ela reconhecia a seriedade desse mercado e das publicações da área no Brasil, mas, mãe de crianças, achou por bem dar a face de sua editora aos títulos para jovens. Publicou os livros de Babette Cole, apresentou autores como Dr. Seuss, pediu ao ilustrador brasileiro Odilon Moraes para desenhar sem cores um clássico como Pinóquio, de Carlo Collodi. As ousadias ampliaram seu público.

Em uma livraria, títulos como esse Pinóquio ou Av. Paulista, de Carla Caffé, que integra a coleção Ópera Urbana, da Cosac Naify, podem confundir um leitor. Ele será uma criança se achar que aquele livro infanto-juvenil lhe foi destinado?
A confusão não ocorre por acaso. Em alguns casos, é estimulada. A editora Isabel Lopes Coelho quer que os livros da Cosac diluam as fronteiras entre adultos e pequenos. Não há outra maneira, a seu ver, de formar um bom leitor. Os livros da editora são especialmente pensados sob o aspecto do design, como se as categorias etárias se distinguissem também pelo repertório gráfico, absorvendo elementos da arquitetura ou do cinema conforme a idade avança.

“A literatura não tem destinatários, mas remetentes”, defende o autor Odilon Moraes, que ilustrou O Matador, obra capaz de entender a criança, antes de se adequar a ela. Moraes diz que é preciso derrubar o antigo conceito de livro infanto-juvenil, no qual a palavra manda. “A ilustração também é escrita, ajuda a contar uma história, seja qual for seu público”, ele defende. Em razão disso, crê que um novo conceito, o do Picture Book, livro com imagem, já muito comum entre crianças e adultos japoneses, chega para ficar. Nesta produção, concebida à moda de um roteiro cinematográfico, estaria contida a nova escrita para um vasto público, não só infantil. Seria este o sistema a substituir o racional e literário, esmagado pelo Ford Bigode de Nelly Novaes Coelho? O tempo, reizinho mandão, dirá.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vamos votar!!!

O filme O coração às vezes para de bater, de Maria Camargo, baseado no livro da Adriana Lisboa, está na mostra competitiva do Festival do Rio, valendo voto popular.

O filme foi selecionado entre centenas de curtas para a competição do Festival do Rio 2009. Só tem fera!
A sessão de gala será no dia 04 DE OUTUBRO, domingo, às 21h:45min, no Cinema Odeon Petrobrás, junto com o longa-metragem "O Sol do Meio Dia", de Eliane Caffé.
Vou estar lá.

As outras sessões serão:
SEG (5/10) 13:00 Odeon Petrobras - sessão popular
TER (6/10) 15:40 Est Vivo Gávea 3
TER (6/10) 22:10 Est Vivo Gávea 3

Endereços e lotações: Odeon Petrobras – Praça Floriano 7, Cinelândia. Lotação: 586 lugares
Est Vivo Gávea 3 - Rua Marquês de São Vicente 52 – Gávea. Lotação: 91 lugares

As sessões citadas (exceto a de gala) são para público pagante, valendo voto popular.
A sessão dita como popular tem ingresso mais barato do que nos outros dias.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bienal do Livro

Achei bem produtivo o encontro de ontem "Diálogos Imagem & Texto" mediado pelo ilustrador Maurício Veneza e com a participação da também ilustradora Rosinha Campos e minha.


Na foto com colegas escritores e ilustradores que compareceram ao encontro.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Bienal do Livro

Ontem foi muito boa a mesa-redonda. Leve, divertida, harmoniosa como são os encontros entre amigos.

Da esquerda para a direita: Bartolomeu Campos de Queirós, Odilon Moraes, Ieda de Oliveira, Rui de Oliveira e Gustavo Bernardo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

BIENAL

Espero todos vocês.

Clique sobre o convite.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Arte em cada detalhe

Todos os que me conhecem sabem quanto gosto do Japão, quanto me sinto feliz e refeita entre aqueles jardins, museus, amigos, delicadeza e ARTE.
Fico encantada com o silêncio de Tóquio, que parece vazia, apesar de uma população flutuante de quatro milhões de pessoas, além dos moradores. Outro aspecto que impressiona no Japão é o aproveitamento de cada espaço livre, com bom gosto. Uma amiga me enviou algumas fotos de uma plantação de arroz da província de Aomori em Inakadate. Plantando mudas de folhas de cores diferentes, o que poderia ser uma ação rotineira de plantar arroz, vira, nas mãos deles, uma obra de arte. As fotos abaixo são da safra de 2009.










segunda-feira, 24 de agosto de 2009

África e Africanidades


Atenção ao curso de extensão AFRICA E AFRICANIDADES: DEZ CONFERÊNCIAS SOBRE HISTÓRIA DA ÁFRICA, promovido pela Linha de Pesquisa África e Diáspora Negra do LEDDES, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da UERJ (PPGH). Período de 22 de setembro a 29 de outubro de 2009, às terças e quintas, das 18:30 às 21:30 h. UERJ, 9º andar, Auditórios 91 e 93. Vide blog: http://leddesuerj.blogspot.com/

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ainda dia 20

Dia 20 de agosto, quinta-feira, às 18h:30m, o maestro Adeilton Bairral defenderá sua tese de doutorado: A prática da notação musical antiga no Brasil: Evidência da presença da episteme da similitude no século XIX.

A Banca examinadora é composta pelos professores doutores:
Carlos Alberto Figueiredo (orientador)
Carole Gubernikof (UNIRIO)
Eduardo Lakschevitz (UNIRIO)
Maya Suemi Lemos (UERJ)
Sara Cohen (UFRJ)

Local: Avenida Pasteur, 436/fundos - Centro de Letras e Artes/UNIRIO, prédio do curso de teatro, 4º andar, sala de audio visual, primeira sala à esquerda de quem sai do elevador.

O maestro Adeilton Bairral é responsável pelo meticuloso trabalho de revisão musical do Brasileirinho - História de Amor do Brasil.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Leitura em Debate: O leitor além dos muros escolares

Esta série Leitura em Debate, da qual já participei, é uma excelente iniciativa da Biblioteca Nacional. São sempre três convidados, que discutem questões relacionadas à literatura infantil e juvenil. O encontro é aberto ao público e transmitido em tempo real pelo Instituto Embratel. Quem não puder estar presente tem a possibilidade de assistir de casa e de qualquer parte do Brasil. Basta acessar o site http://www.institutoembratel.org.br/. Todas os programas, inclusive o de que participei, estão disponíveis no site do Instituto para download. O encontro será no dia 20 de agosto, às 16h, e contará com a presença do Bartolomeu Campos de Queirós, da Rona Hanning e da Rosa Helena Mendonça. A mediação será feita por Anna Cláudia Ramos. Seguramente, será mais um encontro imperdível. A programação completa pode ser acessada no http://www.bn.br/

Lançamento do Márcio

Márcio Paschoal é meu divertido amigo e vizinho aqui do Leme. Jornalista, com vários livros publicados, está lançando mais um livro A maconha está bêbada e outras crônicas, em que seguramente, como em todo seu trabalho, o humor é a tônica. Reproduzo o e-mail que enviou.

Mais um livro; mais uma encrenca, um abacaxi. Esse agora (oitavo) é de crônicas que escrevi para jornais, sites e revistas, mesmo sem eles saberem.
O lançamento é agora dia 20, quinta, a partir das 19hs, na livraria da Travessa de Ipanema (Visconde de Pirajá com Aníbal de Mendonça). Leve comida de casa ou vá comida (no melhor sentido que lhe aprouver) pois serão servidas só aquelas pastinhas, sabor indefinido, algo entre o atum e o presunto, ou vice-versa. Se está pensando em beber, toda a cautela pois o vinho branco que costuma ser oferecido no lugar é um severo teste para hepáticos. Melhor beber ali perto, cheio de bares ótimos. Então, você perguntaria que diabos fazer lá? Chato, né? Também não sei qual argumento usar. Como escrevi numa crônica (Os artistas da comiseração), sua força é tudo nessa hora. ?A Maconha está bêbada e outras crônicas? fala do melhor vício da vida, que é fazer e cultivar amigos. Capriche na desculpa, ou apareça.

Como não tenho desculpas, estarei lá. O site do Márcio é http://www.marciopaschoal.com/

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Agradeço a visita!

Estou sempre tentando entender um pouquinho mais destas inúmeras novidades tecnológicas. Geralmente, quando consigo descobrir, é porque já não é novidade. Acrescentei hoje ao blog um ícone "seguidores", descoberto por acaso.
Como estou sempre recebendo feed-back por e-mail de pessoas que retornam com frequência ao blog, convido, então, os que desejarem, a clicar nesse ícone, situado abaixo do "visualizar meu perfil completo". Serão muito benvindos.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Reflexões sobre o insólito

VI Painel Reflexões sobre o Insólito na Narrativa Ficcional e I Encontro Regional O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional

3 e 4 de novembro de 2009

Na UERJ – Instituto de Letras
Submissão de trabalhos e demais informações na página do evento:
http://www.sepel.uerj.br/eventos.html

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Don Hertzfeldt

É sempre bom rever este primeiro curta do premiadíssimo Don Hertzfeldt. Penso que seu olhar desconcertante sobre a realidade do mundo, em contraponto com a leveza infantil da animação aumentam a imprevisibilidade necessária que o humor necessita.



É bom saber...

Em setembro acontece o Fórum de Estudos Linguísticos da UERJ.
Maiores detalhes: http://www.pgletras.uerj.br/forum/2009/inscrcomtrab.php

O CaSePEL 6, dedicado à Literatura Infanto-Juvenil, já se encontra publicado on line: http://www.sepel.uerj.br/casepel.html


A IX edição do Seminário Nacional de Literatura, História e Memória, da UNIOESTE/Cascavel, este ano, realizar-se-á de modo interinstitucional, congregando, assim, o III Simpósio Gêneros Híbridos da Modernidade, da UNESP/Assis SP. Os eventos congregados realizar-se-ão nos dias 16 e 17 de setembro de 2009, no campus da UNESP de Assis/SP, tendo como tema comum a discussão: a literatura no cinema. Maiores detalhes no link abaixo.

http://www.unioeste.br/eventos/ixseminariolhm/.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pelas esquinas do Brasil...

Brasília


Exposição "Fotografia Contemporânea Potiguar - Imagens da esquina do Brasil"
Curador: Ricardo Junqueira
Local: CAIXA Cultural Brasília - Galerias Piccolas I e II
Visitação: de 30 de julho a 31 de agosto de 2009
Horário de visitação: diariamente, das 9h às 21h
Endereço: SBS Quadra 4 Lote3/4, edifício anexo da Matriz da CAIXA


Natal/RN

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

I Colóquio Internacional Vozes – II Encontro em Artes Cênicas

16 a 26 de agosto de 2009


Rio de Janeiro


Tributo a Berlioz

Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ


Com Paulo Barcelos (Tenor), Eliara Puggina (Piano), Nicolas de Souza Barros (violão de 8 cordas) e Ricardo Amado (violino).

Dia 10 de agosto, às 19h, no Salão Dourado do Palácio Universitário da Praia Vermelha

Av. Pasteur 250, segundo andar, Urca - Rio de Janeiro

Entrada Franca




terça-feira, 4 de agosto de 2009

Letra Magna

Vale a pena acessar a revista eletrônica Letra Magna. Além da entrevista com David Crystal, merece destaque especial o artigo "Aspectos da cortesia verbal no discurso infantil" de Giovanna Wrubel Brants.




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Clipe

Não consegui criar um link para o clipe do livro da Adriana e do Rui. Importei, então, do Youtube.


Lançamentos

Ondjaki e Claudia Roquette-Pinto lançam hoje, 3/8, na Travessa de Ipanema, às 19h - seus novos livros infanto-juvenis: O Leão e o Coelho Saltitão e Botoque e Jaguar (a origem do fogo), (Ed. Língua Geral).

Na quinta-feira, dia 6, a partir das 19h é a vez da Luciana Sandroni lançar Joaquim e Maria (Companhia das Letrinhas)

Está disponível no Youtube o clipe do livro A Sereia e o Caçador de Borboletas de Adriana Lisboa com ilustrações do Rui de Oliveira.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Alice Vieira - 30 anos de literatura

Minha vida tem episódios engraçados e insólitos. Um deles diz respeito à Alice Vieira. Estava eu, um belo dia, na UFRJ, isso lá pelos idos de 1992, quando a Elisabeth Vasconcelos falou da Alice Vieira. Fiquei bastante curiosa e encomendei alguns livros dela e um, entre os belíssimos textos, me tomou por completo: foi o hilariante Graças e Desgraças na Corte de El- Rei Tadinho. Naquele momento, determinei que queria fazer um estudo daquele texto e entrevistar a autora. Ninguém sabia muita coisa dela, apenas que morava em Portugal. Entrei em contato com o Editorial Caminho, por onde ela publicava, mas sem resultado. Passado algum tempo, conversando com um amigo português, contei que queria conhecê-la e ele disse: "Ai é? ela é muito minha amiga". Aí ele fez as primeiras apresentações e passamos a nos falar por telefone. Bem, acabei em Lisboa, num encontro muito divertido, mas não tão divertido como os muitos outros que se sucederam, que acabaram nos transformando em amigas de infância.
Alice está fazendo trinta anos de literatura de qualidade e recebendo de Portugal a justa homenagem a que tem direito. Reproduzo aqui a entrevista publicada hoje no jornal Correio da Manhã.

Entrevista: Alice Vieira

"Se dá trabalho também dá prazer" Alice Vieira, escritora há 30 anos, está de parabéns “por tantos e tão bons livros”, slogan da megacampanha que a Leya lhe preparou em surpresa. Até o neto dar o alarme.

Correio da Manhã – Como é que "uma escritora de manias" mas sem "a mania das grandezas" lida com uma megacampanha que inclui posters e crachás...

Alice Vieira – Só comecei a perceber que havia qualquer coisa por aí quando todos os jornais, de repente, queriam falar comigo... E quando um dos meus netos, o Diogo, disse: "Na FNAC há um cartaz com uma cara igual à tua. Só não és tu porque a do cartaz tem o cabelo azul..." Uma das coisas de que mais gosto na campanha é desse meu súbito cabelo à Wanda Stuart!

– E que manias são aquelas de que é pecadora confessa?

– Antes de começar a escrever tenho de limpar a mesa, ponho um caderno moleskine novo ao lado do computador, encho a parede em frente com fotografias das pessoas que amo e escolho o CD que me vai acompanhar durante o tempo de escrita. Cada romance tem a sua música de fundo... O próximo, a começar no dia 1 de Agosto, vai ter a ‘Mãe’ do Rodrigo Leão.

– Além do merchandising, a editora vai enviar um livro seu para Timor por cada postal que uma criança lhe escreva... Ideia sua?

– Foi. Achei boa ideia ligar a minha paixão pela escrita à minha paixão por Timor... Timor só suscita reacções extremas: ou se odeia ou se ama. Senti que ia ficar ligada desde o momento em que pisei aquela terra. E as pessoas são tão cativantes, abraçam-nos, querem sempre aprender mais. A única coisa que vi as crianças pedir foi lápis.

– Este é o Ano Alice Vieira?

– Todos são. Estou contente por os meus patrões se lembrarem de festejar os meus 30 anos de trabalho, mas não vou trabalhar mais nem melhor... O que dá trabalho, dá prazer e já tenho encomendas para três romances, um livro de crónicas e um texto para o maestro Eurico Carrapatoso musicar para a Orquestra Metropolitana de Lisboa...

– E a sua relação com a poesia?

– É uma relação diferente da que tenho com o resto da minha produção. Acho que devia ter usado outro nome, não como pseudónimo, mas como heterónimo porque, em poesia, sou mesmo outra pessoa.

– Desde a estreia, com ‘Rosa, Minha Irmã Rosa’, o que mudou?

– Tudo. O Mundo. Um mundo sem telemóveis nem laptops, sem via verde nem multibanco, sem televisão por cabo nem microondas, sem CD nem Zara... E nós vivíamos!

PERFIL

Alice Vieira completou este ano 66 de idade, 40 de jornalismo e 30 de literatura. Com obra feita e premiada em todos os géneros, é nos jovens que tem os mais fiéis leitores e, já em Setembro, recebe em Gotemburgo, o Prémio Peter Pan. Há dois anos descobriu a poesia e, dois livros mais tarde (‘Dois Corpos Tombando na Água’ e ‘O Que Dói às Aves’), é oficial: temos poeta!

Dina Gusmão

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A grande arte do Brasil

Falei muito aqui das belezas indiscutíveis do Japão, mas quero falar das saudades do Brasil. Saudades da arte produzida no Brasil, do Quinteto Armorial, por exemplo, e do Ariano Suassuna e suas reflexões cristalinas.

A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.

Nem eu, Ariano, nem eu.



quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pintores do futuro em Atami

No Museu de Belas Artes de Atami há uma espaço reservado para os pintores do futuro. Todos estes quadros foram pintados por crianças.











quarta-feira, 22 de julho de 2009

Exercendo a criatividade com humor

Uma amiga enviou e eu repasso estas criações japonesas pouco comuns.

Acho que, se comercializarem esta sombrinha, compro uma.




A piada é que ouço há anos meu marido propor esta insólita criação, só que para colher de sopa. Acho que copiaram a idéia dele em versão oriental

Esta é de utilidade impar, principalmente em certas palestras.


domingo, 19 de julho de 2009

Museu de Arte de Narukawa

Uma das visitas que fiz foi ao Museu de Arte de Narukawa, que, além de ter belíssimas peças em exposição, possui um lounge com uma janela panorâmica de 50 metros de largura, de onde se tem uma irretocável vista do lago Ashi, em Hakone. Fotografei um quadro (o que era permitido), "Cores das Estações", de Susumi Maki, que me impressionou demais pela beleza, e também o lago visto de lá.





Susumi Maki


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ilustração em livros infantis japoneses

Tentei fazer algumas fotos destes livros que recebi de presente no Japão. O trabalho gráfico é primoroso e a tradução dos textos está sendo enviada para mim. Clicando em cima da imagem, tem-se uma idéia um pouco melhor deles.




















quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ikebanas

Fotografei, o melhor que pude, estas ikebanas que estavam expostas no Museu de Belas Artes de Atami.
















terça-feira, 14 de julho de 2009

Haiku e paisagens

Chego de viagem ainda sob a comoção da paisagem e encontro o belíssimo Estações Sentidas. 111 haiku, presente enviado pelo poeta David Rodrigues, de Portugal. De delicadeza impar, os poemas fixam um universo na concisão da palavra exata. Encantamento. Posto uma foto que fiz e um dos inúmeros belíssimos poemas do livro.


Hakone - Shinsenkyo

OUTONO

Que pousou na tarde?

Lençol de seda? Uma garça?

Ou só o silêncio?

RODRIGUES, David. Estações Sentidas. 111 Haiku. Lisboa: Indícios de Ouro Edições, s.d.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Imagens do Japão

Posto algumas fotos que fiz nesta terceira viagem ao Japão. Pena que eu não seja uma fotógrafa a altura da paisagem.

Heyankyo - Kioto

Monte Fuji


Pavilhão Dourado


Baía de Sagami em dia nublado


Zuiunkyo - Atami

Hakone


Vista noturna de Tóquio da torre da prefeitura

sábado, 11 de julho de 2009

Por um Brasil literário

Fiquei com muita pena de não participar este ano da FLIP, mas ou isso...ou aquilo. Estava no Japão em imperdível viagem. Posto aqui o manisfesto "Por um Brasil literário" lido pelo querido Bartolomeu Campos de Queirós e que representa o reforço de uma consciência da importância da divulgação e democratização da literatura.

O Japão e eu

É antigo este meu amor pelo Japão. É a terceira vez que vou lá e é incrível como sempre saio com vontade de voltar. Este ano meu presente de aniversário foi revisitá-lo e reencontrar amigos muito queridos. Vou postar aqui, aos poucos, algumas fotos que fiz.


Completa surpresa o bolo de aniversário (gostosíssimo) que Sachiko fez pra mim, sem falar do jantar. Na foto abaixo Massan-Kan (muito fofo),Yossiuri , Sachiko, Noburu, por trás dele Tomoê, ao lado Mai-San e eu. Na outra foto Sutô-San e Hara-San. Esses queridos amigos me hospedaram em Odawara.




Odawara é uma cidade bonita de se ver. Lá podemos encontrar o Japão tradicional e moderno. O castelo de Odawara foi residência da família do senhor feudal Hojo.

A cidade vista do castelo. O mar que se vê é da Baía de Sagami.

Frente de casa em Odawara

Continuo depois a contar de Atami,Tóquio, Hakone e Kioto.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

É amanhã

Amanhã, quinta-feira, o Odilon Moraes, o Rui de Oliveira, o Renato Alarcão, o Marcelo Ribeiro, a Ana Sofia e eu estaremos esperando vocês para um bate-papo sobre qualidade em ilustração, às 16h, na Biblioteca dos Educadores do Salão do Livro da FNLIJ.
Local: Centro Cultural Ação da Cidadania, Rua Barão de Tefé, 75, Cais do Porto

quinta-feira, 11 de junho de 2009

FNLIJ 2009


Ontem foi o coquetel de abertura oficial do 11° Salão do Livro para Crianças e Jovens da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Revi muitos amigos escritores, ilustradores e editores. Este ano o Salão acontece num espaço maior e muito bonito, que é o Centro Cultural Ação da Cidadania (Rua Barão de Tefé, 75, Cais do Porto) e vem com mais novidades e programação variada.

No dia 18 de junho, às 16 horas, estarei juntamente com os ilustradores Odilon Moraes, Rui de Oliveira, Renato Alarcão, Marcelo Ribeiro e a designer Ana Sofia, lançando e conversando com o público sobre o livro O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil - com a palavra o ilustrador.

Entre os dias 11 e 21 de junho estarão por lá lançando livros e/ou fazendo palestras a Ana Maria Machado, a Adriana Falcão, a Adriana Lisboa, o Bartolomeu Campos de Queirós, a Ciça Fittipaldi, a Cristina Biazetto, o Flávio Carneiro, o Gustavo Bernardo, o Ondjaki, a Ruth Rocha, o Ziraldo e muita gente boa. Dê uma olhada: http://www.fnlij.org.br/salao/

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lançamento e encontro

A Editora DCL e o 11° Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens convidam para o lançamento do livro O que é qualidade em Literatura Infantil e Juvenil- com a palavra o ilustrador. Será no dia 18 de junho, às 16h, na Biblioteca para Professores, no Centro Cultural Ação da Cidadania, Av. Barão de Tefé, 75 Saúde - Rio de Janeiro, com a presença de Odilon Moraes, Rui de Oliveira, Renato Alarcão, Marcelo Ribeiro, Ana Sofia e Ieda de Oliveira. Esperamos você!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Cordel

Clique sobre o convite para ampliar

Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa

Marcelo Moutinho e Jorge Reis-Sá reuniram um grande número de poetas na elaboração deste dicionário. Quem enviou o convite foi a Adriana Lisboa, uma das participantes do livro. O lançamento será no dia 2 de julho, às 19h30, na Livraria da Travessa em Ipanema.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Acácia pró-África

A professora Isabel, da Universidade Nova de Lisboa, enviou um convite para o jantar de apresentação oficial da ONGD Acácia- ASSOCIAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO INTERNACIONAL COM ÁFRICA. O convidado de honra é o Mestre Malangatana. Será no dia 26 de junho, às 20h30, no Palácio dos Condes de Óbidos (Palácio da Cruz Vermelha). A primeira ação da ONGD será a construção de uma escola no Maputo. Excelente iniciativa.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mario Benedetti

Notícia triste: o falecimento de Mario Benedetti.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Maingueneau no Brasil

O professor Dominique Maingueneau, da Universidade Paris X, estará no Rio de Janeiro para conferências e encontro com o grupo de pesquisas do CIAD - Círculo Interdisciplinar de Análise do Discurso, a que pertenço. A programação é a seguinte:

Segunda-feira, 25 de maio

Faculdade de Letras da UFRJ
10.00 – 12.30, sala H-310
Encontro com o grupo de pesquisa CIAD-RIO
Tema: les possiblilités qu'offre à la didactique la problématique de l'aphorisation


As conferências proferidas na Biblioteca Nacional e na Faculdade de Letras são abertas a todos os interessados:


Quarta-feira, 27 de maio

11.00 – 12.30, auditório G-1 da Faculdade de Letras da UFRJ
Conferência: A questão do autor em uma perspectiva de Análise do Discurso


Quinta-feira, 28 de maio

9.30 - 10.30, Fundação Biblioteca Nacional, Auditório Machado de Assis
Conferência: A imagem do autor

quinta-feira, 14 de maio de 2009

As duas Venezas

Numa boa escapada, fui a Veneza. Beleza de embriagar pelos canais gondoleiros. Dá muita tristeza constatar que as águas subiram tanto, que já inutilizaram os primeiros andares dos prédios. Não sei o quê, mas alguma coisa urgente precisa ser feita. Há também uma chamada "Veneza de Praga", não tão linda, mas bela, formada pelo rio Moldava (em tcheco Vltava), que antigamente era utilizado como pista de patinação. Hoje o aquecimento global tornou isso impraticável.




segunda-feira, 11 de maio de 2009

Do Gustavo

O Gustavo Bernardo convida para o lançamento de seu novo livro Monte Verità, no dia 17 de maio, a partir das 16h, na Livraria da Travessa em Ipanema. Seguramente mais um trabalho primoroso.

domingo, 10 de maio de 2009

Do Ondjaki

O Ondjaki conta que a partir de 25 de junho seu novo livro infantil O Leão e o Coelho Saltitão, baseado num conto tradicional Luvale, chega ao Brasil. As ilustrações são de Rachel Caiano e a editora é a Língua Geral.




terça-feira, 5 de maio de 2009

Altamente Recomendável

O livro O que é qualidade em ilustração - com a palavra o ilustrador, da Ed. DCL, recebeu o selo "Altamente Recomedável" da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). O livro conta com a participação dos brilhantes ilustradores: Ana Raquel, Ana Terra, André Neves, Ângela Lago, Cristina Biazetto, Ciça Fittipaldi, João Vaz de Carvalho (Portugal), Luis Mendonça (Portugal), Márcia Széliga, Marcelo Ribeiro, Maurício Veneza, Marilda Castanha, Nélson Cruz, Odilon Moraes, Regina yolanda, Renato Alarcão, Ricardo Azevedo, Rosinha Campos, Rui de Oliveira, Teresa Lima (Portugal) e Thaís Linhares. A organização é de Ieda de Oliveira.

domingo, 3 de maio de 2009

Boal da Paz!

Neste video, um pouco de Boal.

Augusto Boal

Recebo com tristeza a notícia do falecimento de Augusto Boal. Para ele a Aglacy Mary fez este poema e nos enviou.

Do oprimido

Opressor e oprimido
Nós de uma mesma trama
Fios de um mesmo tecido

Oprimido e opressor
Têm o tom diluído
Quando o palco dá espaço
À voz de lá, do outro lado

Opressor e oprimido
Ganham novo sentido
No espaço teatral

Quem transforma
Se transforma
Qualquer um é um ator
Na arte de Augusto Boal
______________________

02 de maio de 2009 - morre Augusto Boal

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Setembro em Munique

Estará acontecendo em Munique, entre os dias 2 e 6 de setembro, o Oitavo Congresso Alemão de Lusitanistas. Haverá uma seção de Literatura Infantil e Juvenil. As comunicações poderão ser apresentadas em alemão ou português. As inscrições vão até 31 de julho.
Maiores informações no site http://www.lusitanistenverband.de/

sábado, 25 de abril de 2009

Almodôvar e Idade Média

A vila de Aljezur, vista do castelo homônimo

Aproveitando o fim de semana, fui de carro com as amigas portuguesas Aida e Bárbara ao Algarve e Alentejo. Não conhecia essa parte de Portugal. Muitas coisas me impressionaram: o jardim natural dos campos, os sobreiros, de onde é extraída a cortiça, a luz intensa reforçada pelo espelho do mar e o branco das construções, as ruínas do castelo de Aljezur, que foi tomado aos árabes por Afonso III, Évora com suas ruas seculares e seu templo de Diana, a cidade de Albufeira e suas belas praias repletas de ingleses e alemães sedentos de sol e principalmente a cidade de Almodôvar, onde pude pela primeira vez viver um pouco da Idade Média numa feira medieval. Foi uma experiência única transitar em um ambiente cuidadosamente reproduzido, nos mínimos detalhes. O chão coberto de feno, as barracas, réplica das feiras medievais, os participantes em trajes típicos, um fogão de lenha assando pães deliciosos a céu aberto, comidas típicas, um show apresentado por cantores com instrumentos, trajes e músicas da Idade Média entre outras atrações. O que mais me encantou foram os brinquedos medievais, que o público podia experimentar. Fascinante. Não conto aqui da comida alentejana e dos quilos engordados. E o vinho!!!!! pecado à parte. Em Évora, jantamos no restaurante Fialho (recomendo a todos). O próprio me contou que criou o prato"bochechas a Fialho", servido no Antiquarius do Rio de Janeiro. Ai, Jesus! Como se engorda na terrinha!!!

É incrivel a quantidade desses jardins naturais em Portugal. Vi muitos na região de Cascais e no Algarve, onde esta foto foi tirada.


Estou aí num brinquedo medieval, sob a orientação do arqueiro, tentando fazer a bola chegar até a caixa. Superdifícil e com aparência fácil.



quarta-feira, 15 de abril de 2009

Faces de Eva

Hoje fiz uma conferência na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa sobre o tema "As duas faces de Eva - dialética feminina e literatura infantil", no ciclo de conferências "A Mulher - Discursos e Representações". Foi uma experiência enriquecedora ter como platéia tão seleto grupo de pesquisadores e escritores. Palavra de alma, discurso de paixão e afinidades. Definiria assim o clima do encontro. Voltarei em breve a falar sobre ele aqui no blog e, com um pouco de sorte, postar algumas fotos feitas por celulares dos participantes. Amanhã irei ao lançamento do livro A luz negra no seu roxo amanhecer, Portugália Editora, da escritora Gilda Nunes Barata, no Buchholz - Chiado, Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 30, às 18h30min, apresentado por Batista-Bastos. Quem estiver em Lisboa não deve perder.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Coimbra de Pedro e Inês

Gosto muito de Coimbra, de seu encanto e mistérios e não me canso de estar aqui. Ontem fiz uma palestra na ESEC (Escola Superior de Educação de Coimbra) para futuras professoras de educação infantil. Gostei muitíssimo de estar entre elas e com a professora Leonor Riscado. Por aqui fomos recebidos e acolhidos pelos queridíssimos amigos professores Rui Veloso e Aida. As histórias de Coimbra são inúmeras e um convite contínuo ao sonho. Abaixo, com as alunas da ESEC.

Com as alunas da ESEC