quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Para nunca esquecer!
Navio Negreiro
Castro Alves
I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.
II
Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.
Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!
O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!
Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
III
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
IV
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...
V
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...
Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
VI
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
54ª Feira do Livro de Porto Alegre - Parte 2
Desenho de uma das crianças recontando a história
Cada página de uma cor e a história contada por imagens
Reproduzi uma pequena parte. O livro tem muitas páginas. Uma de cada criança. É lindo.
Estas são duas superqueridas amigas: Cristina Biazetto e Gláucia de Souza, organizadoras do Traçando Histórias. Talento saindo pelos poros. Elas estão linkadas aqui. Conheçam o excelente trabalho das duas. Cris é ilustradora e Gláucia, escritora.Depois continuo contando...
domingo, 16 de novembro de 2008
Entrevista
sábado, 15 de novembro de 2008
Obama, Mia Couto e Tiken Jah Fakoly
Para quem não conhece, Fakoly, de etnia malinké, é descendente do chefe guerreiro Fakoly Koumba Fakoly Daaba e membro de uma família de griots, tradicionalmente vistos como os depositários da tradição oral de uma família, povo ou país. Obrigado a viver entre o Mali e a França, o porta-voz da jovem geração da Costa do Marfim ataca os regimes de alguns presidentes africanos, denunciando a injustiça, a corrupção e as desigualidades naquele continente. Fakoly canta em francês, inglês e dioula, a língua da sua etnia, falada no norte da Costa do Marfim, Guiné-Conacri, Mali e Burkina-Faso.
E se Obama fosse africano?
Por Mia Couto
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
Jornal "SAVANA" – 14 de Novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
54ª Feira do Livro de Porto Alegre - Parte 1
Em pé, Silvinha, esposa do Elias José, Ciça Fittipaldi, Anna Cláudia Ramos, Sérgio Alves, editor da Larousse, e em baixo, ao meu lado, Márcia Széliga.No dia 11/11, mediei uma mesa-redonda no Traçando Histórias, com a Ciça Fittipaldi e a Marilda Castanha, ilustradoras que fazem parte do livro que organizei, O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil - com a palavra o ilustrador, da Ed. DCL.

A minha direita Marilda Castanha e a esquerda Ciça Fittipaldi.
Depois continuo contando...
Feira do Livro de Porto Alegre
Começo a contar pelo último dia. Motivo: As fotos estão num CD que não estou conseguindo abrir. Esta estava na máquina. Cristina Biazetto e Gláucia de Souza comigo na foto, são queridíssimas amigas e duas estrelas de primeira grandeza. Cris é ilustradora e Gláucia, escritora. É delas a organização do "Traçando Histórias", exposição de ilustrações que reúne os mais expressivos ilustradores brasileiros. quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Só para lembrar: he had a dream...
Em 1964 a Lei dos Direitos Civis foi votada e promulgada por Lyndon B. Johnson e em 1965 a Lei sobre o Direito de Votar foi aprovada".
«Que a liberdade ressoe!»
Five score years ago, a great American, in whose symbolic shadow we stand signed the Emancipation Proclamation. This momentous decree came as a great beacon light of hope to millions of Negro slaves who had been seared in the flames of withering injustice. It came as a joyous daybreak to end the long night of captivity. But one hundred years later, we must face the tragic fact that the Negro is still not free.
So we have come to cash this check -- a check that will give us upon demand the riches of freedom and the security of justice. We have also come to this hallowed spot to remind America of the fierce urgency of now. This is no time to engage in the luxury of cooling off or to take the tranquilizing drug of gradualism. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to open the doors of opportunity to all of God's children. Now is the time to lift our nation from the quicksands of racial injustice to the solid rock of brotherhood.
The marvelous new militancy which has engulfed the Negro community must not lead us to distrust of all white people, for many of our white brothers, as evidenced by their presence here today, have come to realize that their destiny is tied up with our destiny and their freedom is inextricably bound to our freedom.
I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.
I have a dream today.
This is our hope. This is the faith with which I return to the South. With this faith we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day.
And if America is to be a great nation, this must become true. So let freedom ring from the prodigious hilltops of New Hampshire. Let freedom ring from the mighty mountains of New York. Let freedom ring from the heightening Alleghenies of Pennsylvania!
Let freedom ring from the curvaceous peaks of California!
But not only that; let freedom ring from Stone Mountain of Georgia!
Let freedom ring from Lookout Mountain of Tennessee!
Let freedom ring from every hill and every molehill of Mississippi.
From every mountainside, let freedom ring.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Presidente americano negro! Lobato profeta? 2008 ou 2228?


Posto e aconselho a leitura do excelente artigo A figura do negro em Monteiro Lobato, da sempre lúcida amiga Marisa Lajolo.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Ne Me Quitte Pas
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas (x4)
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (x4)
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (x4)
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas (x4)
Ne me quite pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (x4)
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
III Feira do Livro de Sergipe - curiosa coincidência
Havia na casa antiga de Santa Tereza à beira da rua do Oriente, onde morávamos, uma sala algo quieta e misteriosa. Era a sala do silêncio. Meu pai quedava-se, aí, diante de uma mesa, em atitude hierática, rodeado de livros, escrevendo e como que esquecido de tudo. As estantes escuras, riscadas de in-fólios davam um aspecto sombrio ao ambiente. Eu chegava, muita vez, na porta, olhava-o e sentia um temor inexplicável. Não gostava da biblioteca. Não adivinhava ainda que naqueles livros, aparentemente inexpressivos, palpitavam idéias.
Eu ia pedir um tostão para comprar bala, perdia a voz e saía escabriado. Havia qualquer coisa de religioso no silêncio, na atitude de meu pai, na tranqüilidade daquela sala indiferente. Se daí me veio a veneração, só comecei a admirá-lo quando descobri nele o prestidigitador das cores.
Joaquim Ribeiro
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Convido a todos
III Feira do Livro de Sergipe: A palavra guarda o mundo
Com Vicência (irmã do Paulo), Jessier Quirino (brilhante poeta e ator) e Paulo Schettino (premiadíssimo cineasta)Depois vou falar aqui no blog do trabalho deles, que é fascinante. Encantador também foi ver por lá um grupo de alunos da "Nossa Escola", com roupas de época, representando os personagens de várias obras de Machado de Assis. Eles andavam no meio do público e suas falas eram exatamente as que o escritor colocava na boca de seus personagens. Abaixo a foto de uma de minhas amigas mais queridas em Sergipe: a Lorena/Capitu

Ensaiando a obliqüidade do olhar...
Divertida mesa com o PauloAmanhã conto mais.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Mil vivas ao Bartô!!!!
Os cinco sentidos
Por meio dos sentidos
suspeitamos o mundo
Com os olhos nós olhamos a vida
...Olhar é fantasiar
sobre aquilo que
está escondido
atrás das coisas
...Com os ouvidos nós escutamos o silêncio
Bartolomeu Campos de Queirós
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Curiosidade lingüística sob o sol de Angola
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Prêmio Nobel de Literatura 2008
Claudio Magris (Itália, 1939)
Adonis (Síria, 1930; Líbano) – (poesia)
Amos Oz (Israel, 1939)
Joyce Carol Oates (EUA, 1939)
Philip Roth (EUA, 1933)
Don DeLillo (EUA, 1936)
Haruki Murakami (Japão, 1949)
Les Murray (Austrália, 1938) – (poesia)
Yves Bonnefoy (França, 1923) – (poesia e ensaio)
Inger Christensen (Dinamarca, 1935)
J.M.G. Le Clézio (França, 1940)
Michael Ondaatje (Sri Lanka, 1943; Canadá)
Thomas Pynchon (EUA, 1937)
sábado, 4 de outubro de 2008
Não é o Sarkosi!
Acho fantástico Le Petit Nicolas, esse personagem ingenuamente levadíssimo, criado por René Goscinny e fixado em traço por Jean-Jacques Sempé. De vez em quando releio suas aventuras. Para mim ele é "le chouchou des lecteurs". Quanto ao outro Nicolas, aussi petit, bien...
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil?
Fiquei de falar aqui no blog sobre o novo livro que organizei, O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil - com a palavra o ilustrador, Ed. DCL, do qual participam alguns dos nomes mais expressivos da ilustração no Brasil e em Portugal. Previsto para o ano passado, ele acabou ficando pronto este ano. Tivemos muitas dificuldades em relação a prazos de entrega dos artigos, principalmente por ser um trabalho que envolvia um grande número de ilustradores e imagens.Iniciei, em 1993, na UFRJ, como parte de uma especialização em Literatura Infantil e Juvenil, uma pesquisa no campo da Análise Semiolingüística do Discurso, do teórico francês Patrick Charaudeau. Percebi então que o conceito de contrato de comunicação, por ele proposto, poderia fornecer fundamentação teórica para resolver um problema que sempre me intrigara: o de pesar sobre a Literatura Infantil e Juvenil a crença, de alguns, de que ela seria “menor” do que a produzida para adultos. Esses estudos resultaram numa tese de doutorado, defendida na USP em 2003, intitulada O contrato de comunicação da literatura infantil e juvenil 1, em que pude demonstrar o equívoco desse preconceito, que ignora a especificidade da qualidade estética dessa literatura.
Meu objetivo após a defesa era dar continuidade a essas reflexões sobre a questão da qualidade em Literatura Infantil e Juvenil, estendendo-a ao maior número possível de pessoas, numa linguagem simples, livre do estilo acadêmico exigido por uma tese, para que os professores do ensino fundamental e do médio, bem como o público em geral, pudessem ter acesso a elas sem dificuldades. Como escritora e como teórica, achei que o melhor caminho, além de produzir um artigo com essas características, seria dar voz a outros autores infanto-juvenis, para que pudessem, eles também, apresentar seus pontos de vista sobre o assunto. A partir, então, da pergunta “Que é qualidade em literatura infantil e juvenil?”, dirigida a consagrados escritores do Brasil e de Portugal, surgiu o livro O que é qualidade em literatura infantil e juvenil – com a palavra o escritor², que vem sendo objeto de consulta de muitos estudiosos.
Dando continuidade a esse projeto, apresento agora O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil – com a palavra o ilustrador, que traz de maneira enriquecedora ao leitor o universo da imagem no livro produzido para crianças e jovens, universo esse que, para os não iniciados, é aparentemente inacessível. De forma clara, didática e ao mesmo tempo profunda, os ilustradores trazem para o leitor, por meio dos artigos, depoimentos e imagens, seus conhecimentos teóricos e suas experiências, de maneira a fornecer um instrumento de pesquisa ao alcance de qualquer interessado no assunto.
Estão aqui reunidos pela primeira vez alguns dos nomes mais representativos da ilustração no livro infantil e juvenil do Brasil e de Portugal, que, em harmonia com os objetivos do projeto, demonstram, tanto quanto os escritores o fizeram, que a arte produzida para crianças e jovens não é “menor” que a produzida para adultos, e sim que é de outra natureza, com categorias próprias e um contrato de comunicação peculiar.
Nisso consiste o espírito deste trabalho: contribuir para que se alije de vez da produção artística para crianças e jovens qualquer vestígio de preconceito resultante da falta de informação.
O livro é dividido em duas partes: uma de artigos, organizados numa seqüência que facilita a compreensão e a visão de conjunto dos temas tratados, outra de depoimentos, em que os ilustradores respondem à pergunta: “Que é qualidade em ilustração no livro para crianças e jovens?” Artigos e depoimentos são seguidos de imagens produzidas pelos autores. Há ainda um depoimento da programadora visual do livro, esclarecendo como foi o processo de idealização do projeto gráfico.
Desejo sinceramente que este trabalho reflita o sentimento de todos os envolvidos, que é o de ser útil aos que a ele tenham acesso.
Ieda de Oliveira
1- O contrato de comunicação da literatura infantil e juvenil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008 (publicado inicialmente, em 2003, pela Ed.Lucerna).
2- O que é qualidade em literatura infantil e juvenil – com a palavra a palavra o escritor. São Paulo: DCL: 2005.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
O que penso sobre o acordo ortográfico
e ao diabo, a ortografia.
Por isso eles se comem
nessa ortoantropofagia.”
Acho que esses versos de Manuel Bandeira ironizando as freqüentes alterações ortográficas definem de forma modelar as inquietações geradas pelas mudanças na escrita.
Em 1911 Portugal adotou a chamada ortografia simplificada, que consistia em abolir o ph, y, as consoantes dobradas que não fossem ss, rr, cc, bem como dígrafos do tipo rh, th, ch com valor de /k/, etc.
O Brasil aderiu a essa reforma em 1916, mas recuou em seguida, ficando oscilante entre o sistema “simplificado” e o etimológico até a década de 40, quando houve um acordo ortográfico luso-brasileiro em 1943 e outro em 1945, tendo ficado Portugal com este último e o Brasil, surrealisticamente, com o de 1943. Foram acordos ou desacordos, afinal de contas?
Na verdade, fizeram-se em 1945 algumas alterações que Portugal achou necessárias, entre elas eliminar o acento diferencial de timbre, que no Brasil só foi abolido em 1971. Mesmo depois de 1971, porém, restaram ainda diferenças entre a ortografia brasileira e a portuguesa, arestas que a atual reforma pretende aparar em nome da unidade ortográfica das oito nações de língua portuguesa. Por exemplo: em Portugal e nas ex-colônias se escreve camião, facto, húmido, director etc.
O que ocorreu foi que, a partir da década de 70, as ex-colônias portuguesas foram ficando independentes e a língua, que era de duas nações, passou a ser de oito, uma delas (o Brasil) com a ortografia de 1943, ligeiramente alterada em 1971, e os outros sete (Portugal e ex-colônias) com a de 1945.
Nesse sentido, a reforma é benéfica, na medida em que contribui para a unidade da língua, bem como facilita a médio e longo prazo o comércio de livros entre os países lusófonos, embora a curto prazo se pague um preço, na fase de transição, no sentido de que tenderá a haver inevitáveis encalhes. As editoras têm um prazo até 2010 para atualizar a ortografia nos livros, mas penso que o que irá reger esse prazo será a lei do mercado.
Eu, como podem constatar, ainda estou na antiga... por enquanto. E, cá para nós, acho que quem tem razão é o Klinger, quando diz que ortografia é um nome equivocado para designar qualquer sistema gráfico em que não haja “casamento monogâmico e indissolúvel entre fonemas e letras”, já que orthos em grego significa “correto” e correto é tudo o que a nossa “tortografia” – reformada ou não – não é.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa


NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Alfabeto
Nova regra : O alfabeto é agora formado por 26 letras
Regra antiga: O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.
Como será: Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano
Trema
Nova regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano
Regra antiga: Agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça
Como será: aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.
Acentuação
Nova regra:Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas
Regra antiga: Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
Como será: assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico
Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
Nova Regra: O hiato 'oo' não é mais acentuado
Regra Antiga: enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo
Como Será: enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo
O hiato 'ee' não é mais acentuado
Regra antiga: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem
Regra nova: creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem
Nova Regra: Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas
Regra Antiga: Pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo (substantivo)
Como Será: para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)
Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar da preposição 'por'
Nova regra: Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'i' (gue, que, gui, qui)
Regra antiga: argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe
Como será: argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique
Nova Regra:Não se acentua mais 'i' e 'u' tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo
Regra antiga: baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme
Como será: baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume
Hífen
Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas
Regra Antiga: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível
Como Será: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível
obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.
Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal
Regra Antiga: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado
Como Será: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.
Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.
Nova regra: Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.
Regra antiga: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico
Como será: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico
Obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
Obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO se utiliza hífen.
Nova regra: Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição
Regra antiga: manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento
Como será: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento
Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.
Observações Gerais
O uso do hífen permanece:
1- Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'
Exemplos: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
2- Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N
Exemplos: pan-americano, circum-navegação
3- Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio
Exemplos: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
4- Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'
Exemplos: além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto
Não existe mais hífen:Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)
Exemplos: cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.
Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa
domingo, 28 de setembro de 2008
ORKUT e eu
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Saindo do forno, depois explico
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O Jabuti e meu querido Bartô
Todos nós, autores e amigos do querido Bartolomeu Campos de Queirós, estamos felizes e tristes. Felizes, pelo justíssimo Prêmio Jabuti de Lit. Infantil 2008, por seu Sei por ouvir dizer, e tristes, por ele estar doente. Gostaria de pedir a todos os leitores de nosso blog que residam em Belo Horizonte que doem sangue, que pode ser de qualquer tipo, para nosso poeta. Basta que se dirijam ao Hospital Life Center, onde ele está internado. Hemoservice: Rua Ceará, 195, Bairro Santa Efigênia, em frente à Maternidade Otaviano Neves.
Tel.: (31) 3241-1130
Dias e horários para doação: de 2ª à 6ª feira e sábado
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Para quem estiver em Paris
Em outubro, ela estará lançando seu novo CD, "Água", que conta com as participações de: Pierre Barouh (ganhador da Palma de Ouro do festival de Cannes com o filme "Un homme et une femme"), os rappers Pyrroman, o DJ Jazz Amar e Vicelow do famoso grupo francês Saien Supa Crew. Há ainda as participações especiais como o coral da Tribo Indígena Guarani Tenondêporan, o grande trombonista paulista Bocato e o guitarista Marcinho Eiras. O dia e o endereço estão abaixo.

PALAIS MAILLOT
Guest: Pierre Barouh, Vicelow (Ex-Saïan Supa Crew), Alex Lima et Pyroman
Dj’s JustKott et Philippe Coste Palais des Congrès 2, Place de la porte Maillot Paris 17éme
22h00
domingo, 21 de setembro de 2008
Livros que recomendo
História de Mulheres - Rosa Montero;
O filho eterno - Cristóvão Tezza;
O código d'Avintes - Alice Vieira, José Jorge Letria, João Aguiar, José Fanha, Luisa Beltrão, Mario Zambujal e Rosa Lobato (cuidado para não confundir com o livro do Dan Brown).

segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Ainda Charqueadas
sábado, 23 de agosto de 2008
Porto Alegre e Charqueadas
Encontro com professores no Espaço Aprende Brasil Sul em Porto Alegre
Autografando livros em Charqueadas
Autografando o abraço
Grupo de alunos com um chapeuzinho feito por eles, em jornal, onde pintaram uma bandeira de cada país em homenagem ao meu livro Brasileirinho-História de Amor do Brasil
Com a equipe de professores que me recebeu em Charqueadas
Com as crianças que podem ser vistas dançando lindamente no vídeo abaixo
Vídeos de minha chegada e da dança folclórica apresentada pelas crianças de Charqueadas
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
De volta ao Rio Grande do Sul
Há seis anos sou convidada a participar da Feira do Livro de Porto Alegre. Adoro. O trabalho que é feito pela Câmara Rio-Grandense do Livro, através dos programas de leitura, é fantástico. Um deles, e que me emociona sempre demais, é o " Adote" (A escola adota o escritor). Só boas lembranças. Essa foto foi feita lá no ano passado . Este ano estarei novamente em novembro. Agora recebi deles este novo convite e é a primeira vez que irei participar da Feira do Livro de Charqueadas. Tenho certeza que será uma experiência excelente.sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Lançamento na Bienal de São Paulo - convite
No dia 17 de agosto, às 15h, estarei na Bienal Internacional do Livro de São Paulo lançando meu novo livro O Sapo e o Pássaro, pela Ed. Larousse.

















